22 de janeiro de 2026
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STF mantém prisão de general Mário Fernandes por envolvimento em trama golpista

Alexandre de Moraes decide manter general preso por risco à ordem pública

© Antonio Augusto/STF

Nesta quarta-feira, 7, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a manutenção da prisão preventiva do general Mário Fernandes, ex-secretário executivo da Secretaria-Geral da Presidência durante o governo Bolsonaro. O militar está preso desde novembro de 2023 e é um dos réus no processo que investiga uma tentativa de golpe de Estado.

Segundo Moraes, a prisão continua sendo necessária para garantir a ordem pública e o andamento do processo judicial, principalmente após o oferecimento formal da denúncia.

“Verifica-se a necessidade de resguardar a ordem pública e a instrução processual penal, inexistindo qualquer fato superveniente que possa afastar a necessidade de manutenção da custódia cautelar”, afirmou o ministro.

General é apontado pela PF como autor de documento golpista

De acordo com investigações da Polícia Federal (PF), o general foi o responsável por redigir um documento intitulado “Punhal Verde e Amarelo”, que apresentava um plano de ação voltado ao sequestro ou homicídio de figuras centrais da República, como:

  • O ministro Alexandre de Moraes

  • O presidente Luiz Inácio Lula da Silva

  • O vice-presidente Geraldo Alckmin

Esse documento fazia parte de um plano supostamente articulado dentro do alto escalão do governo anterior, com apoio de setores militares e ex-integrantes do governo.

General relatou que Bolsonaro teria dado “aval” ao golpe

Além disso, a PF aponta que Mário Fernandes teria relatado em áudio enviado a Mauro Cid — ex-ajudante de ordens de Bolsonaro — que o próprio ex-presidente Jair Bolsonaro deu aval ao plano até 31 de dezembro de 2022, último dia de seu mandato. A declaração sugere que o plano golpista tinha prazo de execução limitado ao término oficial do governo.

Defesa nega acusações e minimiza impacto do documento

Em nota apresentada ao STF, os advogados de Mário Fernandes negaram que houve a apresentação do plano a alguém. Eles também afirmaram que não houve ação prática ou coordenação com outras figuras políticas ou militares. Segundo a defesa, o conteúdo do documento seria “apenas um rascunho sem efetividade real”.

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