O celular, que já foi sinônimo de ligação telefônica, evoluiu para uma central de múltiplas funcionalidades. No entanto, os brasileiros estão retornando às raízes da comunicação: usar a internet para realizar chamadas de voz e vídeo já é mais comum do que enviar mensagens de texto, segundo dados recentes do IBGE.
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística divulgou nesta quinta-feira (24) a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) com módulo sobre o uso de tecnologia em 2024. O levantamento mostra que 95% dos usuários de internet utilizaram a rede para chamadas de voz ou vídeo, enquanto 90,2% optaram por enviar mensagens de texto, voz ou imagem.
Mudança de comportamento digital já se consolida
Essa virada no comportamento não é exatamente nova. Desde 2022, a realização de chamadas se tornou o principal uso da internet móvel, ultrapassando o envio de mensagens, algo que não acontecia em 2019. A tendência, portanto, se consolida em 2024, refletindo uma mudança na forma como os brasileiros preferem se comunicar.
Além disso, o uso da internet para mensagens vem caindo de forma constante. Comparado a 2019, houve uma queda de 5,6 pontos percentuais nesse tipo de uso, reforçando ainda mais a preferência por chamadas com voz e vídeo em tempo real.
Vídeos, redes sociais e bancos digitais estão entre os usos mais populares
O levantamento do IBGE também identificou outras finalidades populares no uso da internet via celular:
- 88,5% assistem a vídeos, filmes, séries ou programas de TV;
- 84,2% usam redes sociais regularmente;
- 83,5% ouvem músicas, podcasts ou rádio.
Outro destaque relevante é o crescimento do acesso a bancos e instituições financeiras por meio da internet móvel. O uso saltou de 60,1% em 2022 para 71,2% em 2024, movimento impulsionado principalmente pelo uso do Pix e aplicativos bancários.
Leitura digital e e-mails apresentam queda ou estabilidade
Apesar da expansão de outras atividades online, o acesso a notícias, livros e revistas sofreu leve recuo, caindo de 72,3% em 2022 para 68,9% em 2024. O uso do e-mail, que vinha em queda constante nos últimos anos, finalmente se estabilizou, alcançando 60,8% dos usuários.