A Confederação Nacional da Indústria (CNI) atualizou, no dia 30 de julho, as projeções regionais dos impactos das medidas tarifárias adotadas pelos Estados Unidos. A decisão tem vigência prevista até julho de 2026.
Primeiramente, a nova estimativa corrige os dados divulgados anteriormente e indica uma contração de 0,67% no Produto Interno Bruto (PIB) do estado do Amazonas. Os números representam uma perda de R$ 1,145 bilhão.
As tarifas impostas pelo governo norte-americano incluem uma alíquota de 50% sobre produtos selecionados. No entanto, o governo americano excluiu aproximadamente 700 itens da medida final.
Apesar da projeção negativa, o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), Antônio Silva, pôs um cenário mais otimista. Ele declarou que que os efeitos sobre a Zona Franca de Manaus (ZFM) tendem à redução.
Portanto, há limitação no impacto direto, já que a maior parte da produção do Polo Industrial de Manaus se concentra no mercado interno brasileiro, e não para exportação.
“O impacto potencial é bastante limitado. A maior parte da produção do polo industrial de Manaus destina-se ao mercado interno brasileiro, o que reduz significativamente o impacto da medida anunciada”, declarou Silva.
A CNI segue monitorando os efeitos das políticas comerciais internacionais sobre a indústria brasileira e seus desdobramentos regionais.