10 de janeiro de 2026
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Jovem resiste à prisão, mata policial e faz transmissão ao vivo de reféns no Amapá

Lucas fez uma live nas redes sociais, afirmando que os reféns estavam bem e exigindo um colete à prova de balas como condição para se entregar

Foto: Reprodução

Após 17 horas de negociação, as autoridades prenderam um jovem de 23 anos que resistiu à prisão, matou um policial civil e fez uma família de refém. O crime aconteceu na tarde dessa sexta-feira (22), em Laranjal do Jari, região sul do Amapá, e teve transmissão ao vivo feita pelo próprio acusado.

Primeiramente, Lucas de Souza Nonato tomou a arma do policial Mayson Viana de Freitas, 38, e o assassinou durante uma apresentação na delegacia da cidade. Após o crime, ele fugiu e fez uma mulher e sua filha de 10 anos reféns, por volta da madrugada de hoje (23).

Enquanto isso, Lucas fez uma live nas redes sociais, afirmando que os reféns estavam bem e exigindo um colete à prova de balas como condição para se entregar.

Em uma das transmissões, ele se justificou: “Vocês podem me criticar, falar que sou bandido, vagabundo, que não mereço ter uma oportunidade. Porém, essa que é a vida. O ser humano sempre vai olhar pros defeitos”, disse Lucas, mostrando total desprezo pelas autoridades e pela situação.

Negociações e rendição

Com a residência cercada por equipes da PM, CORE e Grupo Tático Aéreo (GTA), a negociação para a liberação dos reféns teve início. Felizmente, Lucas liberou a menina de 10 anos às 10h, seguida pela mãe, cerca de uma hora depois.

Durante as negociações, o delegado Cezar Vieira explicou os esforços do governo para resolver a crise. “Instalamos um gabinete de crise sob o comando do governador Clécio Luís para garantir uma solução rápida e eficaz”, afirmou.

O desfecho e prisão

Posteriormente, Lucas se entregou e a polícia o prendeu sem resistência. Mayson Viana, o policial que perdeu a vida no incidente, deixou esposa grávida de 5 meses, e o caso gerou grande comoção.

O Capitão Alan Miranda, do BOPE, destacou a complexidade da operação:

“Foi a negociação mais longa que a Polícia Militar já conduziu, dada a gravidade da situação envolvendo o homicídio de um policial.”

Por fim, a Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) iniciará a investigação para apurar todos os detalhes do crime e os motivos que levaram o acusado a realizar tais atos.

 

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