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28 de agosto de 2025
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Brutalidade contra criança em Manaus causa revolta até entre policiais experientes

A Polícia Civil continua reunindo provas e evidências para fortalecer a denúncia ao Ministério Público.

O assassinato da pequena Rafaely Stacey Ramirez Lima, de apenas 5 anos, provocou revolta e comoção até entre investigadores experientes da Polícia Civil do Amazonas. A menina morreu de forma brutal pela própria mãe, Rafaela Coelho Ramires, de 22 anos, e pela madrasta, Vitória Coelho Dutra, de 25.

De acordo com a polícia, o crime ocorreu na madrugada dessa quarta-feira (27), no bairro Tancredo Neves, Zona Leste de Manaus. Ao chegar ao hospital, as agressoras tentaram enganar os profissionais de saúde dizendo que Rafaely havia escorregado no banheiro.

No entanto, os médicos que atenderam a ocorrência identificaram hematomas antigos e recentes por todo o corpo, além de sinais claros de estrangulamento na região cervical.

O caso imediatamente foi repassado à Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), que prendeu as duas em flagrante.

O delegado Fernando Damasceno, que também atua no caso, explicou que os sinais de violência prolongada no corpo da menina eram inquestionáveis e incompatíveis com a versão apresentada. O laudo técnico reforçou que o casal premeditou o crime cruel.

Denúncias anteriores ignoradas

De acordo com a investigação, vizinhos denunciaram as agressões contra Rafaely anteriormente. Além disso, tanto a Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca) quanto oConselho Tutelar, já monitoravam a residência anterior do casal.

Com o aumento das denúncias, Rafaela e Vitória mudaram-se para uma nova casa, afim de fugir da vigilância das autoridades. Na nova moradia, na rua das Flores, bairro Tancredo Neves, as agressões continuaram até que a menina não resistiu e morreu.

Covardia e crueldade

O delegado Guilherme Torres, da DEHS, declarou que, apesar de a delegacia já ter prendido 145 homicidas apenas em 2025, o assassinato de Rafaely se destaca pela extrema covardia e violência praticada contra uma criança indefesa.

As lesões constatadas no laudo do Instituto Médico Legal (IML) incluíram hemorragia interna no fígado, rins e abdômen, além da asfixia mecânica causada pelo estrangulamento. Para a polícia, o crime foi o desfecho de um ciclo contínuo de tortura e maus-tratos.

Polícia trabalha para encerrar o caso com rigor máximo

Rafaela e Vitória estão presas e devem responder por homicídio qualificado, tortura e maus-tratos, podendo também enfrentar sanções agravadas por serem responsáveis legais pela vítima. A Polícia Civil continua reunindo provas e evidências para fortalecer a denúncia ao Ministério Público.

Enquanto isso, o caso gerou ampla repercussão nas redes sociais, e internautas cobram justiça rápida e exemplar

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