23 de janeiro de 2026
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Pedagogo que matou colegas em escola no Rio não aceitava ser chefiado por mulheres

Na tarde desta sexta-feira (28), a Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) investiga o que motivou João Antônio Miranda Tello Ramos a matar duas colegas de trabalho a tiros no Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca (Cefet) do Maracanã, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Informações iniciais apontam que o agressor não aceitava ser chefiado por uma mulher.

As vítimas

Uma das vítimas foi Allane de Souza Pedrotti Matos, 41 anos, diretora da equipe pedagógica. Após desentendimentos com ela, a direção decidiu transferir João Antônio para outra unidade do Cefet. Inconformado, chegou a recorrer ao Ministério Público Federal (MPF) para tentar retornar ao setor de origem.

A segunda vítima foi Layse Costa Pinheiro, 40 anos, psicóloga da instituição. O ataque aconteceu no setor de pedagogia da unidade Maracanã, onde João disparou contra Layse e, em seguida, contra Allane.

O desfecho e atendimento médico

O Corpo de Bombeiros atendeu a ocorrênci às 15h50 e encaminhou as vítimas para o Hospital Municipal Souza Aguiar, no Centro do Rio. Infelizmente, ambas não resistiram aos ferimentos. O atirador se matou em seguida e PMs o encontraram instantes após o ataque.

Histórico do agressor

Após problemas no novo posto de trabalho, a Justiça decidiu afastá-lo cautelarmente. Todavia, um laudo psiquiátrico constatou que ele estava apto a retornar às funções no Cefet Maracanã antes do trágico episódio.

Posicionamento da instituição

A direção-geral do Cefet emitiu nota de pesar, lamentando “profundamente essa tragédia, que chocou a comunidade acadêmica”. A instituição decretou luto oficial de cinco dias, a partir de segunda-feira (1º).

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