A Polícia Federal determinou o “retorno imediato” de Eduardo Bolsonaro ao cargo de escrivão, da qual estava afastado para exercer o mandato de deputado federal. O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, que está foragido nos Estados Unidos, terá que voltar à corporação, após a cassação de seu mandato como deputado.
Eduardo Bolsonaro foi eleito deputado federal em 2015 pelo estado de São Paulo, mas teve seu último mandato cassado no dia 18 de dezembro devido à ausência injustificada nas sessões deliberativas da Câmara dos Deputados. Como não ocupa mais o cargo de deputado, a Polícia Federal determinou que ele retorne à sua função original. A publicação do ato declaratório da corporação consta no Diário Oficial da União nesta sexta-feira (2). A determinação estabelece “a cessação do afastamento para exercício de mandato eletivo, a partir de 19 de dezembro de 2025”.
Fuga para os EUA
Eduardo Bolsonaro deixou o Brasil em março do ano passado e foi para os Estados Unidos, onde pediu licença do mandato parlamentar. A licença terminou em 21 de julho, mas o parlamentar não retornou ao Brasil, acumulando faltas não justificadas em sessões plenárias da Câmara. Em setembro, o deputado teve sua indicação para liderar a minoria na Câmara rejeitada, já que sua ausência do país impossibilitava o exercício de suas funções.
Além disso, Eduardo Bolsonaro também enfrenta um processo no Supremo Tribunal Federal (STF), no qual é réu por promover sanções contra o Brasil com o objetivo de evitar o julgamento de seu pai, Jair Bolsonaro, relacionado à trama golpista.
