A decisão dos Estados Unidos de deixar dezenas de organismos multilaterais, incluindo a Convenção-Quadro da ONU sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC), o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) e o Fundo Verde do Clima (GCF), terá impactos globais e será especialmente prejudicial aos próprios norte-americanos. A avaliação é do secretário-executivo da UNFCCC, Simon Stiell, que classificou a medida do governo Donald Trump como um “gol contra colossal”.
Segundo Stiell, o afastamento da cooperação climática e da ciência pode afetar negativamente a economia, os empregos e o padrão de vida nos EUA, em um contexto de intensificação de incêndios florestais, enchentes, secas e mega tempestades. Para ele, a saída também tende a elevar os custos de energia, alimentos, transporte e seguros no país.
Organizações como o Instituto Talanoa avaliam que o regime climático multilateral segue em funcionamento, mas alertam para uma queda imediata no financiamento climático internacional. A reação de outros países e o surgimento de novas lideranças serão decisivos para evitar retrocessos maiores na governança climática global.
