O chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, e setores empresariais europeus comemoraram nesta sexta-feira (9) a conclusão provisória das negociações do acordo de livre comércio entre a União Europeia e o Mercosul, iniciadas há 25 anos. Apesar do avanço, o Conselho da União Europeia ainda não anunciou oficialmente a assinatura do tratado.
Merz classificou o acordo como um marco da política comercial europeia e um sinal de fortalecimento da soberania estratégica do bloco. Ele destacou os benefícios para a Alemanha e a Europa, embora tenha criticado a longa duração das negociações.
A ministra das Relações Exteriores da Áustria, Beate Meinl-Reisinger, também celebrou o avanço, mesmo com o voto contrário de seu país. Para ela, o acordo trará ganhos econômicos significativos e reforça a necessidade de a Europa ampliar parcerias comerciais diante das mudanças na ordem global.
Por outro lado, o ministro da Agricultura da Polônia, Stefan Krajewski, afirmou que seu país, assim como Áustria, França, Hungria e Irlanda, se opõe ao acordo, alertando para impactos negativos sobre o setor agrícola. Ele destacou que medidas legais estão sendo discutidas para proteger os produtores poloneses.
No setor industrial, a Associação Europeia de Fabricantes de Automóveis (Acea) avaliou o apoio majoritário ao acordo como um momento decisivo, ressaltando que a iniciativa deve reduzir tarifas, eliminar barreiras técnicas e fortalecer cadeias de suprimentos estratégicas.
Segundo a Reuters, ao menos 15 países da UE, representando 65% da população do bloco, já se posicionaram favoravelmente. Caso o resultado seja confirmado, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, poderá viajar ao Paraguai nos próximos dias para formalizar o acordo. A entrada em vigor ainda dependerá da aprovação do Parlamento Europeu.
