A seleção do Senegal corre o risco de sofrer punições graves que podem impactar diretamente sua participação na próxima Copa do Mundo. A situação teve origem em um episódio polêmico ocorrido na final da Copa Africana das Nações, diante do Marrocos. Na ocasião, jogadores e membros da comissão técnica senegalesa abandonaram o campo em protesto contra a marcação de um pênalti considerado controverso.
Diante da repercussão do caso, o presidente da Fifa, Gianni Infantino, manifestou-se publicamente e cobrou medidas rigorosas por parte das entidades responsáveis pela organização do torneio continental.
Segundo informações do jornal espanhol AS, o Senegal corre risco de punição, além de uma multa financeira que varia entre 50 mil e 100 mil euros. Os valores que equivalem aproximadamente entre R$ 312 mil e R$ 624 mil, conforme a cotação atual. No entanto, a sanção mais preocupante pode ser de ordem esportiva.
Jogadores e integrantes da comissão técnica que deixaram o gramado durante a confusão podem ser suspensos por um período de quatro a seis partidas. Caso as punições sejam confirmadas, elas deverão ser cumpridas durante a Copa do Mundo, o que pode deixar diversos atletas fora da competição.
A polêmica da decisão
O lance que gerou toda a revolta aconteceu aos 53 minutos do segundo tempo, quando, após uma longa análise do VAR, o árbitro marcou pênalti de Diouf sobre Brahim Díaz. A decisão causou indignação imediata entre os jogadores senegaleses e a comissão técnica. Em protesto, o técnico Pape Thiaw ordenou que a equipe deixasse o campo, e alguns atletas chegaram a se dirigir aos vestiários.
Um dos líderes do elenco, Sadio Mané, ex-Liverpool, recusou-se a abandonar o gramado. O camisa 10 teve papel decisivo ao convencer os companheiros a retornarem, permitindo a retomada da partida após mais de dez minutos de paralisação.
Na cobrança do pênalti que poderia definir o título, Brahim Díaz, jogador do Real Madrid e principal nome de Marrocos, tentou uma cavadinha, mas desperdiçou a oportunidade. Com o erro, o confronto seguiu para a prorrogação.
Logo aos quatro minutos do primeiro tempo extra, Pape Gueye acertou um chute preciso no ângulo, marcando o gol que garantiu o título da Copa Africana das Nações para o Senegal. Assim, os senegaleses terminaram uma final marcada por tensão, polêmica e possível repercussão disciplinar internacional.
