O adolescente Rodrigo Helbingen Fleury Castanheira, de 16 anos, morreu neste sábado (7) após não resistir às graves lesões sofridas durante uma briga em Vicente Pires, no Distrito Federal.
Rodrigo estava internado em estado gravíssimo na UTI de um hospital particular em Águas Claras. Ele apresentava traumatismo craniano, permanecia intubado e não reagiu aos tratamentos médicos desde o dia da agressão.
A morte foi confirmada pelo advogado da família, Albert Halex. Nas redes sociais, o tio do adolescente, Flávio Henrique Fleury, lamentou a perda. “Acabaram com uma pessoa maravilhosa de forma gratuita”, escreveu.
A escola onde Rodrigo estudava também publicou uma nota de homenagem, destacando o carinho e a convivência do jovem com colegas e professores.
Investigação e prisão
O principal investigado é Pedro Arthur Turra Basso, de 19 anos, ex-piloto da Fórmula Delta. A polícia chegou a prendê-lo logo depois da briga, mas a Justiça o liberou após o pagamento de fiança de R$ 24 mil.
No entanto, no dia 30 de janeiro, a Justiça decretou a prisão preventiva do suspeito. Portanto, as autoridades o detiveram em casa, sob vaias e protestos de moradores, e o encaminharam à 38ª Delegacia de Polícia de Vicente Pires.
Dinâmica da agressão
Inicialmente, a investigação apontou que a discussão teria começado após Turra arremessar um chiclete mascado em um amigo da vítima. Contudo, a Polícia Civil descartou essa versão.
Segundo os investigadores, os indícios reunidos apontam para um possível “acerto de contas”, motivado por ciúmes envolvendo a ex-namorada de um amigo do suspeito.
Imagens de câmeras mostram o momento em que Turra desfere um soco em Rodrigo. Com o impacto, o adolescente bate violentamente a cabeça contra um carro, cai desacordado e, segundo relatos, vomita sangue enquanto era socorrido.
Outras acusações
Em coletiva, o delegado Pablo Aguiar afirmou que o investigado já teria se envolvido em outros episódios de violência, incluindo a suposta tortura de uma adolescente com arma de eletrochoque. O delegado classificou o comportamento do suspeito como “sociopata” e destacou a gravidade do caso.
O pedido de prisão preventiva partiu do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT).
Defesa e repercussão
O advogado de Turra, Eder Fior, afirmou inicialmente que medidas cautelares seriam suficientes e atribuiu a prisão à pressão social. Após a repercussão negativa, ele publicou um pedido de desculpas, esclarecendo que sua fala se referia à desigualdade na repercussão de crimes conforme a classe social, e não à defesa de privilégios.
O caso segue sob investigação.
