9 de fevereiro de 2026
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Carnaval e feriados aumentam risco de transmissão de malária em Manaus

A Prefeitura de Manaus reforça o alerta à população sobre o risco de aumento da transmissão da malária durante o período carnavalesco e feriados prolongados. Nesta época, cresce o deslocamento de pessoas para balneários, retiros religiosos e áreas próximas a rios, igarapés e florestas, ambientes propícios à presença do mosquito Anopheles, transmissor da doença.

Segundo o chefe da Divisão de Controle de Doenças Transmitidas por Vetores da Semsa, Alciles Comape, Manaus registrou 892 casos de malária entre janeiro e 4 de fevereiro deste ano. Do total, 48,9% ocorreram entre moradores da zona Leste, 37,2% na zona rural terrestre, 9,1% na zona Oeste, 2,7% na zona rural fluvial e 1,9% na zona Norte.

Com o aumento da circulação de pessoas em áreas de lazer e comunidades rurais e periurbanas, a principal orientação é evitar áreas de mata, beiras de rios e igarapés no fim da tarde e à noite, período de maior atividade do mosquito, que ocorre do anoitecer ao amanhecer.

Além disso, a população deve adotar medidas preventivas, como o uso de repelentes, roupas de mangas longas e calças, além de manter portas e janelas fechadas ou com telas. O uso de mosquiteiros também é recomendado, principalmente durante o sono.

Diagnóstico e atendimento

A diretora de Vigilância Epidemiológica, Ambiental, Zoonoses e Saúde do Trabalhador da Semsa, enfermeira Marinélia Ferreira, destaca a importância do diagnóstico precoce e do tratamento rápido para evitar complicações e interromper a cadeia de transmissão.

Atualmente, a rede municipal de saúde conta com 79 pontos de atendimento para diagnóstico da malária. Desse total, 29 unidades oferecem teste rápido e 50 realizam o exame de gota espessa.

“A malária é endêmica na Amazônia. Por isso, qualquer pessoa com febre deve suspeitar da doença. A prevenção é fundamental, mas, diante de sintomas, é essencial buscar atendimento o quanto antes”, reforça Marinélia.

Os principais sintomas incluem febre, calafrios, dor de cabeça, dores no corpo e mal-estar, que podem surgir entre 12 e 15 dias após a exposição ao mosquito.

A orientação é clara: quem apresentar sintomas durante ou após o Carnaval deve procurar imediatamente uma unidade de saúde e informar que esteve em área de risco. Pessoas que tiveram contato com casos confirmados também devem realizar exames, mesmo que não apresentem sintomas.

Em 2025, Manaus registrou 8.370 casos de malária, sendo 40,1% na zona rural terrestre, 37% na zona Leste, 16,9% na zona Oeste, 4,7% na zona rural fluvial e 1,1% na zona Norte.

 

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