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27 de janeiro de 2026
Brasil

Jovem acusada na internet de fraudar cota racial em concurso da PF diz que fotos foram tiradas por banca examinadora

Uma mulher que prestou concurso para agente da Polícia Federal, pelo Centro de Seleção e de Promoção de Eventos, da Universidade de Brasília (Cespe/Cebraspe), em 2018, está sendo acusada nas redes sociais de ter fraudado as cotas raciais do exame.

Fotos de Glaucielle da Silva Dias, que circulam na internet como tendo sido feitas para garantir a classificação, são diferentes das postadas por ela atualmente.

A Polícia Federal informou à TV Globo que “apura as circunstâncias do caso”. Na última segunda-feira (14), a exoneração de Glaucielle da Silva Dias foi publicada no Diário Oficial da União. Segundo os advogados Rinaldo Mouzalas e Valberto Azevedo, a própria concursada pediu o afastamento.

De acordo com os advogados de Glaucielle, as fotografias que determinaram a cor da candidata, durante a seleção, foram tiradas pelo próprio Cespe.

“A banca responsável pelo exame de heteroidentificação era composta por cinco examinadores, todos integrantes de movimentos negros”, aponta a defesa.

O Cespe afirma que não tirou fotos. “O Cebraspe não tira fotos na etapa de heteroidentificação, essa etapa ocorre presencialmente e é gravada em vídeo no momento em que está acontecendo”, explica.

O órgão responsável pelo concurso disse que a banca “avalia se o candidato possui características físicas de uma pessoa negra, por meio da verificação da textura dos cabelos e da cor da pele, entre outras”. Segundo o órgão, o procedimento é feito por pessoas “com experiência em políticas públicas de enfrentamento ao racismo” (leia íntegra da nota ao final da reportagem).

Fotos de Glaucielle da Silva Dias compartilhadas nas redes sociais — Foto: Instagram/Reprodução

Fotos de Glaucielle da Silva Dias compartilhadas nas redes sociais — Foto: Instagram/Reprodução

Na quarta-feira (16), os advogados afirmaram que a jovem é “filha de empregada doméstica, membro de uma humilde família de negros do interior do Rio de Janeiro”. Após o caso, Glaucielle publicou um vídeo nas redes sociais onde diz que nunca escondeu que teve acesso ao concurso por cotas

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