A eleição da deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) para presidir a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados continua gerando repercussão no meio político e nas redes sociais. Um abaixo-assinado criado na internet já ultrapassou 120 mil assinaturas até esta segunda-feira (16), contestando a escolha da parlamentar para o cargo.
Primeiramente, a pré-candidata a deputada federal Sophia Barclay criou a petição no dia 11 de março. No texto, os organizadores afirmam que a iniciativa busca promover um debate público sobre os critérios de representatividade para a presidência da comissão.
Segundo os responsáveis pela mobilização, o objetivo é que o colegiado seja conduzido por uma liderança que represente amplamente as mulheres brasileiras.
Eleição na Câmara
Na última quarta-feira (11), Erika Hilton foi eleita presidente da comissão com 11 votos. Com a escolha, ela se tornou a primeira parlamentar trans a comandar o colegiado na história do Congresso Nacional do Brasil. A vice-presidência ficou com a deputada Laura Carneiro (PSD-RJ). Durante a votação, dez parlamentares optaram por votar em branco.
Parlamentares criticam decisão
Apesar da eleição, algumas deputadas manifestaram discordância em relação à escolha. A deputada Greyce Elias (Avante-MG) afirmou que o debate envolve a defesa de pautas específicas relacionadas às mulheres.
Já a deputada Rosângela Moro (União Brasil-PR) argumentou que determinados temas tratados pela comissão dizem respeito a questões biológicas femininas.
Outras parlamentares também se posicionaram. A deputada Delegada Ione (Avante-MG) criticou a legitimidade da presidência para discutir determinados assuntos ligados à maternidade e à saúde feminina. Em linha semelhante, a deputada estadual Mara Lima (Republicanos-PR) declarou que a liderança da comissão deveria refletir a realidade vivida pelas mulheres.
A deputada Clarissa Tercio (PP-PE) também afirmou que pretende defender a ocupação de espaços voltados às mulheres biológicas. Já Chris Tonietto (PL-RJ) publicou um vídeo nas redes sociais reagindo em silêncio à possibilidade de Hilton assumir o comando da comissão.
O debate segue repercutindo entre parlamentares e na sociedade, enquanto a nova presidência da comissão inicia os trabalhos no Congresso.
