Os escritórios de advocacia contratados para defender o empresário Eike Batista abandonaram o caso nas últimas semanas por falta de pagamento. Segundo o jornal O Globo, Eike não honrava com o valor acertado com as três bancas há meses.
Entre os advogados há ainda a preocupação de que o empresário não pague também os R$ 800 milhões do acordo de delação que firmou com a Procuradoria-Geral da República (PGR) no último ano.
A nova defesa de Eike está sob responsabilidade do advogado Bruno Fernandes, que atribuiu a mudança ao entendimento de que “estrategicamente, era o melhor para a representação de seus interesses”.
O empresário não comentou as dívidas com os antigos advogados, mas garantiu que “quitará oportunamente” as suas obrigações com qualquer órgão público.
Seu caso corre no Supremo Tribunal Federal, pois a delação firmada por ele envolve pessoas com foro privilegiado.
Eike já foi condenado a 30 anos de prisão por pagar US$ 16,5 milhões de propina ao ex-governador Sérgio Cabral (MDB), e a mais 11 anos e 8 meses por uso de informação privilegiada e de manipulação de mercado.
