A desembargadora Mirza Telma de Oliveira concedeu habeas corpus ao agente de portaria Caio Claudino de Souza, 25, preso após confessar o assassinato da servidora pública Silvanilde Veiga, que foi achada morta no próprio apartamento em condomínio de luxo, no bairro Ponta Negra, em maio deste ano. A Polícia Civil afirma ter certeza que Caio cometeu o homicídio mas a defesa contesta.
Ele foi colocado em liberdade na tarde desta segunda-feira (3).
O pedido de habeas corpus foi impetrado pelo advogado Samarone Gomes que alegou que as principais provas colhidas nas investigações a defesa ainda não teve acesso.
Conforme Samarone nove meses depois de estar preso Caio ainda não é réu do processo. O Ministério Público já ofereceu a denúncia, porém não foi recebida pela Justiça devido a ausência das provas técnicas no processo.
Claudino foi preso no dia 21 de junho e na época disse que tinha matado Silvanilde porque estava sob o efeito de drogas e queria dinheiro para comprar mais entorpecentes. Ele afirma que por consequência disso, acabou confessando ser o autor do crime, depois mais calmo, disse que tem a certeza de que não foi ele quem matou Silvanilde e que nunca entrou no apartamento dela.
A investigação durou cerca de dez dias, e resultou na prisão de Caio Claudino. Segundo a PC-AM e, conforme ele explicou no dia em que foi preso, ele estava sob efeito de drogas e matou a servidora por dinheiro.

