O Governo do Amazonas decretou estado de emergência climática e ambiental em todo o estado como medida preventiva diante das projeções de um cenário climático mais severo nos próximos anos. A decisão está publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) e possui validade inicial de 180 dias, podendo ser prorrogada.
A medida foi oficializada por meio do Decreto nº 54.274, assinado em 1º de junho, e tem como objetivo preparar os órgãos estaduais para enfrentar possíveis impactos do fenômeno El Niño 2026/2027, como seca extrema, queimadas, altas temperaturas e redução dos níveis dos rios.
Segundo estudos utilizados pelo governo, há previsão de diminuição significativa das chuvas na Amazônia. Portanto, isso comprometerá o abastecimento de água, a produção agrícola, a pesca, o transporte fluvial e a saúde da população.
A elaboração das análises que embasaram o decreto partiu de instituições como:
- Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden)
- Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe)
- Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet)
- Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme).
Com a medida, o Comitê Permanente de Enfrentamento a Eventos Climáticos e Ambientais passa a coordenar ações integradas entre os órgãos estaduais. A Defesa Civil ficará responsável pelo monitoramento meteorológico e hidrológico, enquanto a Secretaria de Meio Ambiente (Sema) e o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) reforçarão a fiscalização e a prevenção de danos ambientais.
O Corpo de Bombeiros também ampliará as ações de prevenção e combate a incêndios florestais. Já as áreas de saúde, segurança pública, educação e produção rural atuarão em estratégias específicas. Portanto, isso minimizará os impactos da estiagem sobre a população e os setores econômicos do estado.
