Com a decretação do estado de emergência climática e ambiental, o Governo do Amazonas intensificou as ações de prevenção e resposta aos impactos da possível estiagem provocada pelo El Niño 2026/2027.
A Defesa Civil do Estado ficará responsável pela coordenação técnica das medidas previstas no decreto. Ela atuará no monitoramento hidrológico e meteorológico, gestão de riscos e elaboração de informações estratégicas para orientar decisões e alertar a população.
De acordo com o secretário executivo da Defesa Civil, coronel Clóvis Araújo, a medida também facilita a busca por apoio federal para reforçar as ações de enfrentamento. Ele destacou ainda que os municípios já foram orientados a atualizar seus planos de contingência.
O Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM) também ampliará as atividades de prevenção e combate a incêndios florestais e queimadas. De acordo com o comandante-geral da corporação, coronel Orleison Muniz, o efetivo mais que dobrou nos últimos anos. Portanto, ele passou de 692 militares em 2019 para 1.537 em 2025, além da expansão das bases permanentes para 24 municípios.
Na área ambiental, a Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) e o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) irão reforçar o monitoramento de focos de calor, a fiscalização e as ações de orientação técnica para reduzir os impactos da seca e da degradação ambiental.
O decreto também prevê ações voltadas ao setor produtivo, por meio da Secretaria de Produção Rural (Sepror). A pasta acompanhará os segmentos agropecuário, pesqueiro e aquícola para minimizar os efeitos da escassez hídrica.
Já as áreas de saúde e educação atuarão no monitoramento dos impactos das mudanças climáticas sobre a população. Isso incluirá doenças relacionadas ao calor extremo, à fumaça das queimadas e à falta de água, além de promover campanhas de conscientização nas escolas.
