25 de agosto de 2026
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Mendonça diz a evangélicos que foi “infeliz” nos primeiros anos no STF

Foto: Domingos Peixoto / Agência O Globo

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), revelou que os primeiros anos na Corte foram marcados por dificuldades e afirmou que atualmente sente mais o peso da responsabilidade do cargo do que qualquer outro aspecto da função.

A declaração ocorreu durante o 5º Seminário da Associação Nacional de Magistrados Evangélicos (Anamel), realizado no último dia 21, na Universidade Presbiteriana Mackenzie, em São Paulo.

“Os dois primeiros anos foram períodos de muita infelicidade. Hoje eu vivo muito mais o ônus e a responsabilidade do que qualquer outra coisa”, afirmou.

Mendonça também relatou o impacto da rotina do STF sobre sua vida familiar e disse que a esposa está cansada diante das limitações e pressões enfrentadas desde que ele chegou à Corte.

“Minha esposa está cansada. As limitações pessoais, as pressões, os momentos difíceis, em que muitas das vezes você até coloca a Deus: ‘Eu queria ter uma vida mais normal’, vamos dizer assim, num ato até humano de pedido de misericórdia e ajuda de Deus para os desafios”, declarou.

Indicado ao STF pelo então presidente Jair Bolsonaro (PL), Mendonça tomou posse em dezembro de 2021. Atualmente, ele relata investigações da Polícia Federal relacionadas a suspeitas de fraudes no Banco Master e a descontos indevidos em aposentadorias e pensões do INSS.

Alerta sobre poder e dinheiro

Durante o evento, o ministro também fez um alerta aos magistrados sobre os riscos de transformar dinheiro e poder em objetivos pessoais.

“A pretensão de um magistrado não pode ser ficar rico”, afirmou Mendonça.

Segundo o ministro, ocupar uma cadeira no STF representa alcançar o nível máximo do poder jurídico, mas isso não deve se tornar o centro da vida.

“Alguém que chega ao Supremo deve reconhecer que chegar ao Supremo é chegar ao máximo do poder humano, em termos jurídicos pelo menos”, disse.

Ao finalizar, Mendonça aconselhou os magistrados a não colocarem a realização pessoal na busca por poder ou riqueza.

“Não coloque seu coração no poder, não coloque seu coração no dinheiro, porque você vai se frustrar”, concluiu.

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