5 de abril de 2026
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Ex-príncipe Andrew é preso no Reino Unido em investigação ligada a Jeffrey Epstein

Foto: DW / Deutsche Welle

 

O ex-príncipe britânico Andrew Mountbatten-Windsor foi preso nesta quinta-feira (19) sob suspeita de má conduta no exercício de função pública, informou a polícia do Reino Unido. Ele permanece sob custódia, enquanto agentes cumprem mandados de busca em endereços ligados a ele nas regiões de Berkshire e Norfolk.

A prisão ocorreu no dia do aniversário de Andrew e integra investigações relacionadas ao financista americano Jeffrey Epstein, que morreu em 2019 enquanto aguardava julgamento por tráfico sexual.

Andrew, irmão do rei Charles III e filho da falecida Elizabeth II, perdeu funções públicas em 2019 após a repercussão de sua relação com Epstein. Nos anos seguintes, a monarquia retirou títulos militares e patronatos. Em outubro do ano passado, Charles III determinou a remoção definitiva de seus títulos e ordenou que ele deixasse a residência Royal Lodge.

Fotos, e-mails e suspeitas

A relação entre Andrew e Epstein ganhou repercussão após a divulgação, em 2010, de fotos do então príncipe na mansão do empresário em Nova York. As imagens vieram a público dois anos depois de Epstein admitir culpa por aliciar uma menor na Flórida.

Andrew afirmou que encerrou a amizade naquele período. No entanto, documentos divulgados posteriormente indicaram que o contato pode ter continuado.

Registros do Departamento de Justiça dos Estados Unidos apontaram que Andrew poderia ter sido testemunha ou participante de eventos relevantes para as investigações e sugeriram que ele tinha conhecimento das atividades de Ghislaine Maxwell, condenada por recrutar menores para o esquema.

Além das acusações de natureza sexual, surgiram indícios de que Andrew teria compartilhado informações sensíveis e relatórios confidenciais com Epstein enquanto atuava como enviado comercial britânico na Ásia, entre 2010 e 2011. Essas suspeitas fundamentam a investigação que resultou na prisão.

Pressão sobre a família real

O caso ampliou a crise na monarquia britânica. Em 2022, Elizabeth II retirou seus títulos militares e patronatos. Com a ascensão de Charles III, as sanções se intensificaram.

A família real enfrenta pressão adicional após a divulgação de documentos ligados ao caso Epstein. O príncipe William e a princesa Kate Middleton declararam estar “profundamente preocupados” com as revelações.

Andrew nega qualquer irregularidade relacionada a Epstein e rejeita as acusações de agressão sexual.

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