A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou nesta segunda-feira (19) a realização de um estudo clínico para avaliar a segurança e eficácia do medicamento Proxalutamida.
De acordo com a CNN, o estudo vai verificar se o medicamento é promissor para a redução da infecção viral causada pelo novo coronavírus e no processo inflamatório provocado pela Covid-19.
Este será um estudo de fase 3, controlado por placebo. Em linhas gerais, ele vai avaliar a eficácia e a segurança da substância em participantes ambulatoriais do sexo masculino com Covid-19 considerada leve a moderada.
A empresa Suzhou Kintor Pharmaceuticals, sediada na China, será patrocinadora do estudo que será realizado na Alemanha, Argentina, África do Sul, Ucrânia, México, Estados Unidos e no Brasil. Ao todo, 12 voluntários no estado de Roraima e outros 38 em São Paulo serão testados no território brasileiro.
Pesquisa no Amazonas
Em junho deste ano, a Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep) descobriu que um estudo com o medicamento proxalutamida estava sendo realizado em pacientes com covid-19 no Amazonas sem o consentimento do órgão. A administração do remédio causou as mortes de pelo menos 200 pessoas.
De acordo com a coluna da jornalista, Malu Gaspar, do jornal O Globo, o Conep afirma que o estudo, anunciado por um grupo de médicos e pesquisadores no último dia 10 de março, no Hospital Samel, cometeu uma série de irregularidades graves.
Por outro lado, a diretoria do Hospital Samel explicou que a pesquisa foi feita em parceria com o médico e pesquisador americano Andy Goren, que iniciou os testes em pacientes nos Estados Unidos.
Medicamento
A Proxalutamida é usada no tratamento do câncer de próstata, mas o pesquisador viu melhoras significativas nos pacientes com Coronavírus após uma pesquisa dermatológica.
