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10 de junho de 2026
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Após seca histórica na Amazônia, rio Negro volta a subir

Foto: Divulgação

O nível do rio Negro, em Manaus, voltou a subir no último fim de semana, de acordo com a medição do Porto de Manaus, após alcançar a marca recorde de vazante de 12,12 metros (m). A cota registrada nesta segunda-feira (14/10) foi de 12,13 metros, um centímetros acima da registrada na última sexta-feira.

Segundo informações do Porto de Manaus, desde o início da vazante, o Rio Negro baixou 14,74 m. No dia 11 de setembro, a capital amazonense entrou em situação de emergência devido a estiagem.

O Rio Negro é o maior afluente da margem esquerda do rio Amazonas e o sétimo maior rio do mundo em volume de água. O seu ciclo de cheias e secas é natural, mas a gravidade da estiagem dos últimos dois anos alcançou marcas históricas e impactos sociais e ambientais. Como os barcos são a principal forma de transporte na Amazônia, a seca, que impede navegação em alguns trechos, deixa comunidades isoladas, sem acesso a abastecimentos e diesel.

Além da capital Manaus, as outras 61 cidades do Amazonas estão em situação de emergência, conforme decretou o governo do estado. Cerca de 560 mil pessoas estão sendo impactadas pelo problema. Segundo a Defesa Civil, o Rio Negro começou o mês de setembro medindo 19,73 metros e já vazou mais de seis metros desde então.

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