O submundo do crime às vezes produz histórias que parecem roteiro de comédia ácida. Em Pontal, no Tocantins, um assalto a um salão de beleza terminou de forma completamente fora do script e virou assunto nas redes sociais.
Jonas Teixeira, de 32 anos, entrou no estabelecimento armado e anunciou o roubo, acreditando que sairia dali sem dificuldades. O que ele não previa era que a proprietária do salão, Mônica Santos, de 28 anos, pratica caratê e reagiu de imediato. Em poucos instantes, a situação se inverteu: ela conseguiu desarmá-lo, entrou em luta corporal e o imobilizou com a ajuda do fio de um secador de cabelo.
Até aí, o caso já fugia do padrão, mas o episódio ganhou contornos ainda mais inusitados. Em vez de acionar a polícia, Mônica decidiu manter o assaltante preso em um cômodo nos fundos do salão por três dias. Segundo o relato feito posteriormente por Jonas à polícia, ele foi mantido sob vigilância constante, sofreu agressões físicas e ela o submeteu a fazer sexo contra sua vontade.
O homem deixou o local direto para atendimento médico, apresentando ferimentos e sinais de violência nas partes íntimas. Já na delegacia, Mônica admitiu que manteve relação com o assaltante, mas de modo consensual, e afirmou que não o deixou sem comida ou cuidados básicos, minimizando a gravidade do ocorrido.
O desfecho acabou sendo duplo: Jonas foi autuado pelo assalto ao salão, enquanto Mônica passou a responder por cárcere privado e tortura. Um caso que começou como tentativa de crime e terminou como um dos episódios mais improváveis — e comentados — da crônica policial recente.
