Pelo menos nove pessoas morreram após um ataque a tiros em uma escola de ensino médio no oeste do Canadá, na terça-feira (10). Além disso, as autoridades também encontraram morta a suspeita do crime, elevando o total para dez óbitos. O caso é um dos episódios mais letais da história recente do país.
Além das mortes confirmadas, ao menos duas pessoas foram hospitalizadas em estado grave. Outras até 25 receberam atendimento por ferimentos leves, segundo informações da polícia.
As autoridades informaram que realizaram buscas em residências e propriedades da região para verificar se havia mais vítimas ou envolvidos. No entanto, a polícia declarou que não há indícios de outros suspeitos foragidos nem de ameaça contínua à população. Um alerta de emergência, que orientava moradores a permanecerem abrigados, foi suspenso no fim da tarde.
O superintendente Ken Floyd afirmou, em coletiva, que a motivação do ataque ainda é desconhecida. Segundo ele, a investigação busca esclarecer as circunstâncias da tragédia. Até o momento, não há informação de quais vítimas eram estudantes, nem se havia ligação direta entre elas e a autora dos disparos.
A Escola Secundária de Tumbler Ridge atende cerca de 175 alunos do 7º ao 12º ano. Após o ocorrido, tanto a escola secundária quanto a primária da cidade permanecerão fechadas pelo restante da semana.
O primeiro-ministro da Colúmbia Britânica, David Eby, classificou o episódio como uma “tragédia devastadora e inimaginável”. Já a ministra da Segurança Pública da província, Nina Krieger, afirmou que o governo disponibilizou apoio integral às forças policiais.
Tumbler Ridge é um município remoto com cerca de 2.400 habitantes, localizado no norte da Colúmbia Britânica, a mais de mil quilômetros de Vancouver.
Controle de armas
Massacres são considerados raros no Canadá, país que possui legislação mais rigorosa sobre armas de fogo em comparação com os Estados Unidos. Dados do projeto Small Arms Research indicam que há cerca de 35 armas para cada 100 habitantes no Canadá, enquanto nos EUA a estimativa é de 121 por 100 habitantes.
Ataques em escolas dessa magnitude são incomuns no país. Em 1989, um atirador matou 14 mulheres na École Polytechnique, em Montreal, episódio que marcou o debate nacional sobre violência e levou ao endurecimento das leis de controle de armas. Atualmente, o Canadá proibe a compra de fuzis de assalto.
