Atletas dispensados do pararemo do Flamengo acusam o presidente do clube, Luiz Eduardo Baptista (Bap), de ter encerrado a modalidade por falta de interesse pessoal. A decisão desmontou a única modalidade paralímpica do clube e também resultou no desligamento do multimedalhista olímpico Isaquias Queiroz, além de outros canoístas.
Além de Isaquias, deixaram o Flamengo os atletas Gabriel Assunção, Mateus dos Santos e Valdenice do Nascimento, além do quarteto do pararemo formado por Michel Pessanha, Gessyca Guerra, Diana Barcellos e Valdenir Junior. Em entrevista à ESPN, eles afirmaram que a diretoria justificou o corte alegando que o presidente não queria manter esportes paralímpicos no clube.
Segundo os atletas, havia expectativa de redução da equipe, mas não de encerramento da modalidade. Entretanto, a diretoria tomou a decisão pouco antes do Natal e a tornou pública no dia 5 de janeiro. Gessyca Guerra afirmou que a justificativa não foi financeira, mas relacionada à falta de interesse da gestão em manter atletas com deficiência.
Michel Pessanha também criticou a atual administração, afirmando que, diferentemente de gestões anteriores, não vê apoio às pessoas com deficiência.
Procurado pela imprensa, o Flamengo informou que não irá se manifestar além da nota oficial divulgada, na qual alegou “questões estruturais” para a decisão e agradeceu aos atletas desligados.
