21 de julho de 2026
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Câncer colorretal: sintomas, sinais de alerta e importância do diagnóstico precoce

Levantamento mostra que brasileiros conhecem sinais do câncer colorretal, mas parte ainda demora a procurar atendimento médico.

Jo Panuwat D/ Adobe Stock

Apesar de reconhecerem que sintomas como sangue nas fezes e mudanças no funcionamento do intestino por mais de um mês podem ser graves, muitos brasileiros podem estar adiando a busca por assistência médica. Esses dois sinais estão entre os principais indicativos do câncer colorretal e devem ser investigados o quanto antes.

O alerta faz parte de um levantamento divulgado pelo Hospital A. C. Camargo Cancer Center e pela Nexus. O estudo ouviu mais de 2 mil pessoas sobre o câncer colorretal e seus sintomas.

Segundo a pesquisa, oito em cada dez entrevistados disseram saber que esses dois sintomas podem ser graves. Cerca de 67% afirmaram que eles podem indicar a doença, sendo que 24% concordaram totalmente com essa afirmação. Ainda assim, quase metade não procura atendimento médico com rapidez.

O levantamento apontou que 9% dos entrevistados já perceberam sangue nas fezes. Entre eles, 59% buscaram atendimento médico imediatamente. Outros 40%, porém, não tiveram a mesma reação:

  • 19% não fizeram nada e esperaram o sintoma desaparecer;
  • 10% aguardaram dias ou semanas antes de procurar um médico;
  • 7% recorreram a remédios caseiros ou mudanças na alimentação;
  • 3% foram à farmácia buscar medicação por conta própria;
  • 1% pesquisou informações na internet antes de buscar orientação profissional.

Pesquisa de Sangue Oculto nas Fezes

Dois em cada três entrevistados (67%) nunca ouviram falar do exame Pesquisa de Sangue Oculto nas Fezes (PSO), um dos principais recursos para identificar sinais da doença antes do surgimento de sintomas evidentes. Apenas 11% já realizaram o exame, enquanto 21% conhecem o procedimento, mas nunca o fizeram.

O desconhecimento chega a 85% entre os jovens de 16 a 24 anos. O índice também é superior à média entre homens (76%), pessoas com menor renda (73%) e aqueles que estudaram apenas até o ensino fundamental (72%).

A pesquisa mostra ainda que apenas 21% dos entrevistados conhecem alguém que já teve câncer colorretal. Desse grupo, 15% citaram um parente próximo e 6% mencionaram um amigo ou conhecido. Outros 75% disseram nunca ter tido contato com pacientes com esse tipo de câncer.

Diagnóstico precoce

O líder do Centro de Referência de Tumores Colorretais do A. C. Camargo Cancer Center, Samuel Aguiar, reforçou que, diante do aumento de casos da doença no Brasil, é importante não ignorar sinais como sangramento, alteração no ritmo intestinal, dor abdominal persistente e perda de peso sem causa aparente.

“Também é necessário realizar exames preventivos a partir dos 45 anos ou antes, conforme orientação médica e histórico familiar. O diagnóstico precoce do câncer colorretal está diretamente ligado a taxas de cura mais elevadas. Isso reforça o papel de exames simples, como a pesquisa de sangue oculto nas fezes e a colonoscopia, na identificação da doença ainda em estágio inicial”, afirmou Aguiar.

De acordo com dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o Brasil deve registrar 53.810 novos casos de câncer colorretal por ano no triênio 2026-2028. A doença é o segundo tipo de tumor mais incidente entre os brasileiros.

Esse foi o mesmo câncer que levou à morte da cantora Preta Gil, em julho do ano passado, após dois anos de tratamento.

 

Agência Brasil

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