29 de janeiro de 2026
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Famílias apresentam versões opostas após morte de jovem no bairro Betânia

O caso que resultou na morte de Alana Arruda Pereira, de 25 anos, na Zona Sul da cidade, ganhou novos desdobramentos após a divulgação de versões conflitantes apresentadas por familiares do acusado e por parentes da jovem. As narrativas tratam, principalmente, dos acontecimentos e desentendimentos que antecederam o homicídio, ocorrido na tarde da última quarta-feira (28), no bairro Betânia.

Versão apresentada por familiares do acusado

De acordo com relatos atribuídos a moradores e a familiares do vigilante Emerson Vasconcelos de Araújo, de 42 anos, apontado como autor do disparo, Alana teria um suposto envolvimento com o tráfico de drogas. Portanto, eles afirmam que ela tinha ligação com facção criminosa que atua na região.

Segundo essa versão, a jovem vinha, nos dias anteriores ao crime, ameaçando o vigilante, exigindo que ele retirasse câmeras de segurança instaladas em sua residência, sob a alegação de que os equipamentos poderiam registrar atividades ilícitas nas proximidades.

Ainda conforme essa narrativa, Alana teria ido à residência do acusado acompanhada de homens armados em ao menos uma ocasião, além de ter sido flagrada em vídeos tentando invadir o imóvel e danificando objetos em frente à casa. Familiares do vigilante também negam qualquer acusação de assédio e sustentam que ele estaria agindo sob constante intimidação.

Outro ponto citado nessa versão é o fato de o companheiro de Alana ter sido morto cerca de um mês antes. O crime possivelmente tem atribuição a facção criminosa, o que, segundo essa linha de relato, reforçaria a suspeita de vínculos da vítima com o crime organizado.

Versão apresentada pela família de Alana Arruda

Já a irmã e a mãe de Alana negam de forma veemente qualquer ligação da jovem com facções criminosas ou com o tráfico de drogas. Segundo elas, Alana não tinha envolvimento com o crime organizado e mantinha apenas relações sociais comuns, como qualquer outra pessoa.

As familiares afirmam que o conflito teve início após episódios de provocações e assédio, supostamente praticados pelo vigilante. De acordo com o relato, Alana trabalhava como garota de programa — fato assumido pela própria família. Portanto, isso gerou incômodo e comportamentos inadequados por parte do acusado.

A irmã da jovem afirma que, desde uma discussão ocorrida dias antes do homicídio, o vigilante passou a fazer ameaças frequentes. Ele proferiu xingamentos, intimidações e lançou artefatos explosivos de pequeno porte no quintal da residência da família.

Sobre os vídeos que circulam nas redes sociais, a família sustenta que as imagens registram apenas um momento isolado de conflito, iniciado pelo próprio acusado. Desse modo, Alana reagiu em um contexto de tensão e medo. Ademais, as parentes também alegam que a jovem sofreu o disparo pelas costas, sem chance de defesa.

O crime e a investigação

Alana Arruda Pereira morreu a tiros na rua Jorge Gomes, no bairro Betânia, zona sul. A polícia conduziu o vigilante apontado como autor do disparo para prestar esclarecimentos e permanece à disposição da Justiça.

A Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), investiga o caso e analisa vídeos, depoimentos e outros elementos para esclarecer a dinâmica dos fatos, a motivação e as circunstâncias do homicídio. O inquérito segue em andamento.

 

 

 

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