A Polícia Civil do Amazonas concluiu o inquérito que investigava a tentativa de homicídio contra o adolescente Ryan Carlos, de 15 anos, ocorrida na noite de 28 de junho, em Maués. Desse modo, houve a confirmação nesta segunda-feira (6) que um jovem inicialmente apontado por boatos como suspeito não teve qualquer participação no crime.
De acordo com a nota divulgada pela 48ª Delegacia Interativa de Polícia (DIP) de Maués, a investigação comprovou que o rapaz possuía um álibi incontestável. Imagens de câmeras de segurança registraram que ele estava jogando voleibol em uma quadra esportiva às 21h45, horário em que o crime estava em andamento. O cruzamento dessas imagens com outros registros e depoimentos confirmou sua presença em diferentes locais públicos durante toda a janela de tempo da ação criminosa, tornando fisicamente impossível sua participação.
Com base nas provas reunidas, a Polícia Civil solicitou a exclusão definitiva de qualquer suspeita sobre o jovem.
Dupla suspeita
Ainda segundo a polícia, o inquérito definiu a autoria material do crime. As investigações apontaram que apenas duas pessoas participaram da ação, além da vítima.
Um dos investigados confessou o disparo contra Ryan e entregou voluntariamente o revólver calibre .32 utilizado no crime, arma que já passou por perícia. Já o segundo homem conduziu a motocicleta usada durante a ação. Ambos foram formalmente indiciados, e o inquérito foi encaminhado ao Poder Judiciário.
A investigação também estabeleceu a cronologia do crime, ocorrido entre 21h36 e 22h09. Segundo a Polícia Civil, imagens de diversas câmeras de segurança confirmam que somente a vítima e os dois autores estiveram envolvidos no trajeto da motocicleta, descartando a participação de terceiros.
Entenda o caso
Ryan Carlos, de 15 anos, sofreu um disparo na cabeça em uma estrada de Maués. O adolescente recebeu os primeiros atendimentos no hospital do município e, devido à gravidade dos ferimentos, decidiram transferi-lo para Manaus, onde recebe tratamento especializado.
Nos dias seguintes ao crime, familiares utilizaram as redes sociais para afirmar que Ryan sofreu uma emboscada motivada por ciúmes envolvendo uma adolescente. A família também acusou publicamente algumas pessoas de envolvimento no ataque. As alegações, no entanto, representavam apenas a versão dos parentes e não haviam sido confirmadas pelas autoridades.
Com a conclusão do inquérito, a Polícia Civil descartou oficialmente a participação do jovem citado por boatos. Assim, as autoridades reafirmaram que a condução da investigação seguiu base em provas técnicas, imagens de segurança, perícias e depoimentos.
