29.3 C
Manaus
4 de outubro de 2026
DestaquesEsportes

CBF aprova novas regras de arbitragem no futebol brasileiro

CBF aprova 10 novas regras de arbitragem para o futebol brasileiro, com mudanças no tempo de jogo, VAR, substituições e comunicação com árbitros.

Lucas Figueiredo/CBF

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e os clubes das séries A e B do Campeonato Brasileiro masculino aprovaram, nesta segunda-feira (10), novas regras de arbitragem para competições nacionais.

Segundo a entidade, as mudanças entram em vigor imediatamente. Além disso, as novas regras chegam a diferentes competições do futebol brasileiro. O encontro ocorreu em um hotel na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro.

Quais competições terão as novas regras?

As mudanças chegam às séries A, B, C e D masculinas. Além disso, entram em vigor na primeira divisão feminina (Série A1), com transmissão ao vivo pela TV Brasil, e na Copa do Brasil.

A International Board define e altera as leis do futebol. Nesse sentido, o órgão já aplicou muitas dessas regras na última Copa do Mundo.

De acordo com a CBF, o objetivo é reduzir o tempo perdido com paralisações durante as partidas. Com isso, a entidade espera aumentar o tempo de bola rolando no futebol brasileiro.

Fifa quer mais tempo de bola rolando

A Federação Internacional de Futebol (Fifa) estabeleceu como meta pelo menos 60 minutos de bola rolando por jogo.

Antes disso, a Série A do Brasileirão masculino registrava média de 52 minutos e 54 segundos por partida. Assim, o futebol brasileiro ainda precisa aumentar o tempo efetivo de jogo para alcançar a meta.

Nas ligas francesa e alemã, por exemplo, o tempo médio é maior. Atualmente, as duas competições apresentam as melhores marcas entre as principais ligas europeias. A média chega a 56 minutos e 17 segundos de bola rolando por jogo.

Dessa forma, os números mostram que o Brasil ainda tem espaço para reduzir as interrupções durante as partidas.

CBF estima ganho de quase seis minutos

Por isso, a CBF estima que as novas regras podem aumentar o tempo efetivo das partidas.

Um estudo da empresa de dados Opta aponta um ganho esperado de 5 minutos e 49 segundos por jogo. Além disso, em alguns casos, o acréscimo pode chegar a 6 minutos e 22 segundos.

O estudo integra o relatório Tempo de Bola Rolando no Futebol Brasileiro. A partir desses dados, a CBF pretende reduzir as paralisações e tornar as partidas mais dinâmicas.

No entanto, a entidade não aplicará todas as mudanças imediatamente. Das dez alterações anunciadas, apenas uma começará a valer em 2027.

Nesse caso, a regra prevê a checagem do VAR para escanteios concedidos por engano. Por enquanto, a equipe de arbitragem seguirá o protocolo atual.

CBF quer padronizar critérios da arbitragem

Segundo Netto Góes, diretor de Arbitragem da CBF, a mudança depende da atuação conjunta de árbitros, clubes e jogadores.

“Nosso trabalho é transformar esse diagnóstico em ações concretas. Isso passa pela aplicação das novas regras, pela padronização dos critérios e pela capacitação dos árbitros. Além disso, depende da participação dos clubes e dos jogadores. Dessa maneira, o objetivo é ter um jogo mais fluido, com menos interrupções e mais futebol”, afirmou.

Confira as novas regras de arbitragem

1. Oito segundos com a bola nas mãos

O goleiro terá oito segundos para repor a bola em jogo. Caso ultrapasse o limite, o adversário ganhará um escanteio.

2. Cinco segundos para o arremesso lateral

O jogador terá cinco segundos para realizar a cobrança. Se ultrapassar o limite, o árbitro dará o arremesso ao time adversário.

3. Cinco segundos para o tiro de meta

O árbitro começará a contagem após o apito. Assim, se o goleiro demorar mais de cinco segundos, o adversário ganhará um escanteio.

4. Dez segundos para deixar o campo

O jogador substituído terá dez segundos para deixar o campo. Caso ultrapasse esse período, o atleta que entrará precisará esperar um minuto antes de participar da partida.

5. Um minuto fora após atendimento

O jogador que receber atendimento dentro do campo deverá sair. Depois disso, ele ficará fora por pelo menos um minuto antes de retornar.

6. Atendimento ao goleiro

Quando o goleiro receber atendimento, o treinador ou o capitão indicará um jogador de linha. Em seguida, esse atleta ficará um minuto fora após o reinício da partida.

7. Apenas o capitão fala com o árbitro

Somente o capitão poderá se dirigir ao árbitro para tratar de decisões da partida.

Caso o capitão seja o goleiro, a equipe escolherá um jogador de linha para exercer essa função. Além disso, o árbitro dará cartão amarelo ao atleta que desrespeitar a regra.

8. Protocolo Vini Jr.

Cobrir intencionalmente a boca durante uma discussão com um adversário, com o objetivo de impedir a leitura labial, poderá resultar em expulsão.

Nesse caso, o árbitro aplicará a punição independentemente do conteúdo da fala.

9. VAR poderá revisar segundo cartão amarelo

O VAR poderá revisar o segundo cartão amarelo que resultar em expulsão.

Dessa forma, a equipe de arbitragem poderá anular a punição caso identifique um erro na decisão.

10. VAR poderá revisar escanteio concedido por engano

O VAR poderá revisar um escanteio concedido por engano quando o lance levar diretamente a um gol ou a um pênalti.

No entanto, a CBF só aplicará essa regra a partir de 2027. Até lá, a arbitragem seguirá o procedimento atual.

Leia mais

Verstappen conquista primeira pole da temporada na Fórmula 1

Matheus Valadares

Mensagens de Vorcaro apontam Haddad como um de seus ‘maiores opositores’

Matheus Valadares

Flávio Bolsonaro participa de motocarreata em SP antes do fim da campanha

Matheus Valadares

Ao continuar navegando, você concorda com as condições previstas na nossa Política de Privacidade. Aceitar Leia mais