O ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, foi alvo da Operação Sem Refino, deflagrada pela Polícia Federal na manhã desta sexta-feira (15). A investigação apura suposto esquema de ocultação patrimonial, evasão de divisas e fraudes fiscais envolvendo o Grupo Refit, antiga Refinaria de Manguinhos.
Agentes federais cumpriram mandado de busca e apreensão na residência de Cláudio Castro, localizada em um condomínio de luxo na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio. A decisão foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.
Além disso, a operação também teve como alvo o desembargador Guaraci de Campos Vianna, da 6ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça do Rio. Já o empresário Ricardo Magro, apontado como dono da Refit, teve inclusão solicitada na Difusão Vermelha da Interpol.
Ao todo, a PF cumpre 17 mandados de busca e apreensão e sete medidas de afastamento de função pública nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Distrito Federal. A Justiça ainda determinou o bloqueio de cerca de R$ 52 bilhões em ativos financeiros e a suspensão das atividades econômicas das empresas investigadas.
Segundo a investigação, o grupo empresarial é suspeito de utilizar estruturas financeiras e societárias para esconder patrimônio e movimentar recursos no exterior. O Grupo Refit é um dos maiores devedores tributários do país, acumulando dívidas superiores a R$ 26 bilhões.
Por fim, Cláudio Castro também enfrenta desdobramentos políticos após o Tribunal Superior Eleitoral condená-lo por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022. Apesar da inelegibilidade até 2030, ele renunciou ao cargo antes da conclusão do julgamento, o que abriu discussão sobre a sucessão no governo fluminense.
