Começou nesta quarta-feira (10) o julgamento dos autores da morte de Karoline do Canto Silva, de 20 anos, que estava grávida de 7 meses, e teve a barriga cortada e o bebê roubado, em 2017, em São Sebastião do Uatumã, no Amazonas.
Alex da Silva Carvalho e Joelma Queila Santana da Silva, estavam detidos em Manaus, e voltaram para o município onde acontecerão as audiências.
Conforme a denúncia do Ministério Público do Amazonas (MPAM), Joelma contratou Alex por R$ 4 mil para encontrar uma mulher grávida e retirar a criança para que ela criasse o bebê como seu filho.
Alex já conhecia a vítima e a levou para tomar um lanche, colocou medicamentos na bebida da jovem para dopá-la. Karoline desmaiou e foi levada para um terreno abandonado onde foi esganada, teve a barriga cortada e o bebê retirado. O corpo foi encontrado no dia seguinte.
Alex foi localizado no município de Itapiranga e Joelma foi encontrada com a criança, que sobreviveu.
“O primeiro acusado cometeu o delito mediante promessa de que receberia R$ 4.000,00, revelando outra grave qualificadora. O homicídio foi praticado ainda mediante recurso que tornou impossível a defesa da vítima, uma vez que foi dopada com remédio e levada até o local, onde foi atacada mediante estrangulamento, estando desacordada quando golpeada de faca em sua barriga, sem nada poder fazer para defender-se. Também, a morte da vítima foi para tornar efetivo o sequestro da criança, restando caracterizada a qualificadora de assegurar a execução de outro crime”, afirma a promotora Romina Carmen Brito Carvalho na denúncia ao MPAM.
