Phelipe Cabral de Castro, de 27 anos, conhecido como “Coofe”, foi preso na noite de sexta-feira (6), em Manaus. A ação partiu da Rondas Ostensivas Cândido Mariano (Rocam), da Polícia Militar do Amazonas (PMAM).
Primeiramente, a prisão está relacionada ao assassinato do adolescente Gabriel Negrão Oliveira, de 15 anos, executado a tiros em dezembro de 2024. A execução aconteceu no Bairro União, zona centro-sul da capital amazonense.
Segundo as investigações, o jovem morreu após criminosos suspeitarem que ele seria um “olheiro” de uma facção rival. No entanto, a Polícia Civil concluiu que Gabriel não tinha qualquer ligação com o crime organizado e foi vítima de um erro de interpretação do grupo criminoso que domina a área.
De acordo com o delegado Bruno Fraga, Gabriel publicou nas redes sociais uma foto segurando uma arma de brinquedo e também exibiu dinheiro que seria fruto do trabalho de seu pai. Contudo, os criminosos interpretaram a postagem como uma provocação ou sinal de envolvimento com facção adversária.
“Uma facção criminosa interpretou que ele era um sentinela de um grupo rival. Por conta disso, tiraram a vida desse adolescente que não possuía qualquer vínculo com organizações criminosas”, explicou o delegado.
Tentativa de execução anterior
As investigações também apontaram que o adolescente foi alvo de uma tentativa de execução dias antes do crime. Na ocasião, ele conseguiu escapar dos criminosos.
Entretanto, na segunda investida, os pistoleiros conseguiram alcançá-lo. Na ocasião, Gabriel saiu de casa para ir até uma padaria quando dois homens numa motocicleta o surpreenderam e efetuaram diversos disparos à queima-roupa. De acordo a polícia, “Bolinha”, que está preso desde o ano passado, disparou pelo menos 12 tiros contra o adolescente.
O delegado Ricardo Cunha, da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), destacou que o caso chamou atenção pela brutalidade e pela inocência da vítima.
“Gabriel era um adolescente muito jovem, sem qualquer envolvimento com o crime. Pertencia a uma família humilde e trabalhadora. Ao avançarmos nas investigações, constatamos que a morte dele foi resultado de um engano”, afirmou.
Prisão e investigação
Durante patrulhamento da Rocam, os policiais localizaram e abordaram Phelipe Cabral de Castro. Na ação, os agentes também encontraram porções de drogas com o suspeito.
Após os procedimentos, os PMs o encaminharam ao 1º Distrito Integrado de Polícia (DIP). Lá, as autoridades o apresentaram à Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros, onde permanecerá à disposição da Justiça.
Por fim, a Polícia Civil segue investigando o caso para identificar outros possíveis envolvidos no assassinato do adolescente.
