A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social aprovou, nesta quinta-feira (26), a quebra dos sigilos bancário e fiscal do empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha.
Primeiramente, a apresentação do requerimento partiu do deputado Alfredo Gaspar (União-AL). Ele solicitou também a elaboração de Relatório de Inteligência Financeira (RIF).
Lulinha é citado em decisão do Supremo Tribunal Federal que autorizou a Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União a deflagrarem nova fase da Operação Sem Desconto. As autoridades apuram descontos associativos não autorizados contra aposentados e pensionistas.
Segundo a PF, mensagens extraídas do celular de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, mencionam o repasse de ao menos R$ 300 mil para “o filho do rapaz”. Portanto, os investigadores associam como uma referência ao empresário.
Defesa nega envolvimento
Em nota, a defesa de Fábio Luís Lula da Silva afirmou que ele não tem qualquer relação com as fraudes investigadas e que não recebeu valores ilícitos. O advogado declarou que solicitou acesso aos autos no STF. Além disso, ele informou que o cliente está à disposição para prestar esclarecimentos após ter acesso integral ao processo.
Outros requerimentos e tumulto
Durante a 32ª reunião, parlamentares aprovaram, em bloco, outros 86 requerimentos, incluindo quebras de sigilo e convocações. Entre os nomes citados estão o ex-executivo Augusto Ferreira Lima, o ex-deputado André Moura e a empresária Danielle Miranda Fontelles.
Após a proclamação do resultado, houve confusão no plenário, com empurra-empurra e troca de agressões, o que levou à suspensão da sessão.
Depoimentos previstos
A comissão também deve ouvir o empresário Paulo Camisotti, investigado por suposta participação no esquema. Outros convocados não compareceram, e a presidência da CPMI determinou medidas para assegurar futuros depoimentos.
