O presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, afirmou neste domingo (20) que a oposição não voltará a disputar eleições no país. A declaração foi feita durante a cerimônia que marcou o 47º aniversário da Revolução Sandinista, realizada em Manágua.
No discurso, Ortega declarou que seu governo não permitirá que grupos opositores retornem ao poder por meio de eleições. Segundo ele, os adversários políticos atuam do exterior e tentam desestabilizar o país, mas não terão espaço para assumir o comando da nação.
No poder desde 2007, Ortega governa ao lado da esposa, Rosario Murillo, que passou a exercer o cargo de copresidente após uma reforma constitucional aprovada em fevereiro deste ano. As mudanças ampliaram o mandato presidencial de cinco para seis anos e fortaleceram os poderes do Executivo.
As alterações na Constituição foram alvo de críticas de organismos internacionais, como a Organização das Nações Unidas (ONU), a Organização dos Estados Americanos (OEA), além dos Estados Unidos e do Parlamento Europeu, que apontam concentração de poder e enfraquecimento das instituições democráticas.
Com a reforma, as eleições gerais previstas inicialmente para 2026 foram prorrogadas para 2027, prolongando o atual mandato presidencial.
