15 de agosto de 2026
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Defensoria Pública divulga resultado do Processo Seletivo de Residência Jurídica voltado para Pessoas com TEA

Projeto "Nosso Coração Também é Azul" recebeu inscrições de candidatos do Amazonas, Rondônia e Roraima e amplia política de inclusão já desenvolvida na instituição

A Defensoria Pública do Amazonas (DPE-AM), por meio da Escola Superior da instituição (Esudpam), divulgou, nesta terça-feira (21), o resultado do processo seletivo de residência jurídica do projeto “Nosso Coração Também é Azul”. A iniciativa promove, assim, a inclusão de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA).

Além disso, candidatos dos estados do Amazonas, Rondônia e Roraima participaram da seleção. A lista completa dos aprovados está disponível no Diário Oficial da instituição (hiperlink).

Ao todo, um candidato conquistou a vaga imediata. Outros nove candidatos, por sua vez, formarão o cadastro de reserva. Dessa maneira, o primeiro colocado atuará na 1ª Defensoria Pública de 1ª Instância de Família, uma das áreas com maior demanda da instituição.

Política de inclusão amplia oportunidades

Segundo a diretora da Esudpam, Karoline Santos, a instituição iniciou a política de inclusão com os estagiários. Posteriormente, após os resultados positivos, a Defensoria ampliou a iniciativa para o programa de residência jurídica.

“Essa experiência do estágio permitiu observar o quanto eles se adaptaram à rotina de trabalho, ao atendimento dos assistidos e aos diferentes setores em que tiveram a oportunidade de atuar”, destacou a defensora.

Nesse sentido, ela afirmou que a experiência da Defensoria do Amazonas pode inspirar outras instituições interessadas em ampliar a inclusão de pessoas com TEA no ambiente de trabalho.

“O Nosso Coração Também é Azul pode servir de modelo para outras instituições. Dessa forma, elas podem perceber a importância de promover políticas de inclusão verdadeiramente exitosas”, disse.

Defensoria prepara integração do novo residente

Além disso, Karoline acrescentou que a Defensoria prepara adaptações nos processos e promove a integração adequada do novo residente. Para isso, a instituição segue as diretrizes da Política de Proteção dos Direitos das Pessoas com Deficiência, prevista na Resolução nº 02/2025.

A expectativa, portanto, é que essa experiência seja tão positiva quanto foi com os estagiários. “Estamos plenamente dispostos a realizar todas as adequações necessárias para garantir esse resultado”, completou.

Sobre o processo seletivo

O residente receberá bolsa mensal de R$ 2.550. Além disso, cumprirá jornada de 30 horas semanais, distribuídas em seis horas diárias, no período da manhã.

Por fim, o processo seletivo contou com três etapas: análise da documentação comprobatória, avaliação do currículo e entrevista com os candidatos.

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