O mercado financeiro teve um dia de forte volatilidade nesta quinta-feira (26), refletindo as incertezas sobre um possível cessar-fogo no conflito envolvendo Irã e Israel. Declarações divergentes, incluindo falas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aumentaram a cautela entre investidores.
Nesse cenário, o dólar comercial fechou em alta de 0,69%, cotado a R$ 5,256. A moeda chegou a oscilar ao longo do dia, refletindo a busca global por ativos considerados mais seguros diante da instabilidade geopolítica. No mês, o dólar acumula alta, embora ainda registre queda no acumulado de 2026.
O Banco Central do Brasil (BC) tentou conter a pressão no câmbio e realizou leilões de linha, injetando US$ 1 bilhão no mercado. Mesmo assim, o movimento de alta persistiu, acompanhando o cenário internacional.
Já o mercado de ações teve desempenho negativo. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, recuou 1,45%, aos 182.732 pontos, interrompendo uma sequência de três altas. A queda seguiu o tom das bolsas em Nova York e refletiu a maior aversão ao risco.
No ambiente doméstico, a prévia da inflação também influenciou os negócios. O IPCA-15 de março subiu 0,44%, acima das expectativas, reforçando preocupações com a trajetória inflacionária.
Enquanto isso, o petróleo avançou com força. O barril do tipo Brent subiu cerca de 5,7%, alcançando US$ 108,01. A valorização reflete o temor de interrupções no fornecimento global, especialmente na região do Golfo Pérsico.
Com isso, o mercado segue sensível a qualquer nova sinalização diplomática. A ausência de um acordo imediato mantém investidores em alerta e aumenta o risco de impactos mais amplos na economia global.
