A economia brasileira recuou 0,3% em outubro de 2025, marcando o segundo mês consecutivo de queda na atividade econômica, após um recuo de 0,6% em setembro. A principal causa desse esfriamento é o elevado patamar da taxa de juros, que está em 15% ao ano, a maior desde 2006.
Apesar do recuo mensal, comparando outubro de 2025 com o mesmo mês de 2024, o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 1%. No trimestre móvel terminado em outubro, o PIB teve um crescimento de 1,5%, enquanto no acumulado de 12 meses, o avanço foi de 2,3%.
A economista Juliana Trece, responsável pelo estudo do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da FGV, apontou que a alta taxa de juros tem um impacto direto, encarecendo o crédito e desestimulando investimentos. Esse processo gera um esfriamento da economia, com reflexos na geração de emprego e renda.
Na ótica da produção, a agropecuária e a indústria são responsáveis pela desaceleração, enquanto, pela ótica da demanda, o consumo das famílias e os investimentos apresentaram resultados negativos.
Apesar do crescimento de 0,5% no consumo das família, o desempenho negativo em bens não duráveis e duráveis teve compensação graças ao serviços e bens semiduráveis. As exportações, no entanto, apresentaram crescimento de 8,9% no trimestre móvel, impulsionadas principalmente por produtos agropecuários e da indústria extrativa mineral.
O PIB brasileiro acumulado até outubro de 2025 foi estimado em R$ 10,530 trilhões, de acordo com a FGV.
