30 de agosto de 2025
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Em caso sem explicação médica, adolescente volta à vida após passar duas horas morto

REPRODUÇÃO/CARING BRIDGE

No dia 7 de janeiro deste ano, Sammy Berko, de 16 anos, teve uma parada cardíaca e morreu logo após ter chegado ao topo de uma parede de escalada, no que deveria ser um dia de brincadeiras no ginásio da escola. O adolescente, no entanto, voltou à vida depois de duas horas — acontecimento sem explicação médica.

“Ele escalou até o topo da parede, tocou a campainha, como nos disseram, e então seu corpo ficou mole e parecia que ele estava brincando ou desmaiado. Eles não tinham certeza e, quando perceberam que ele não respondia, eles o baixaram lentamente”, contou Jennifer Berko, mãe de Sammy, ao canal de TV americano Fox 26.

Quando os funcionários do local perceberam que não se tratava de uma brincadeira de mau gosto, começaram a fazer RCP (reanimação cardiopulmonar) no adolescente. Posteriormente, no Texas Children’s Medical Center de Houston, paramédicos e médicos se revezaram na manobra por duas horas, até que Sammy foi declarado morto.

“Eles olharam para nós e disseram: ‘Sinto muito, mas ele se foi'”, lembra a mãe dele, Jennifer.

Os pais, que ainda sofriam com a perda do irmão mais velho de Sammy, Frankie Berko, três anos antes, foram então se despedir do filho mais novo.

“Comecei a conversar com ele apenas dizendo quanto o amo e lamentando não saber como salvá-lo. De repente, quando comecei a orar, meu marido disse: ‘Meu Deus, ele está mudando'”, relata Jennifer.

Nesse momento, a equipe médica voltou imediatamente a prestar socorro ao garoto.

“São profissionais que fizeram isso a vida toda, que já viram o pior do pior. Cada um deles depois veio até nós e disse que nunca tinha visto nada assim antes”, afirma a mãe.

Para os pais, a sensação de ver o batimento cardíaco de Sammy voltar foi indescritível. “Não há palavras. Nós apenas ficamos lá. Quer dizer, grato é o maior eufemismo de saber que ele pôde fazer isso”, diz Jennifer.

O que foi chamado de “literalmente um milagre” pelos médicos ainda continuaria surpreendendo a todos. Esperava-se que Sammy tivesse graves lesões no cérebro, em razão do tempo sem oxigênio, porém ele teve apenas perda de memória a curto prazo por algumas semanas e perda de sensibilidade nas pernas (lesão isquêmica da coluna).

“Não me lembro de nada sobre o dia em que isso aconteceu. A última coisa que me lembro é que na noite anterior tínhamos que assinar renúncias online [para a academia de escalada], e então eu acordei”, disse o adolescente.

O garoto perguntava constantemente aos pais o que havia acontecido, onde ele estava e o porquê, como tudo ocorreu e o motivo de ele não conseguir sentir as pernas.

“Continuamos a contar a história tantas vezes que acabamos escrevendo e entregamos a ele em um pedaço de papel. Toda vez que ele perguntava, apenas apontávamos para a peça de papel. Ele fazia todas as vezes, na mesma ordem, exatamente as mesmas perguntas, a cada dois minutos”, conta Craig Berko, pai de Sammy.

Atualmente, depois de um mês internado, Sammy está fazendo tratamentos de reabilitação para recuperar a força das pernas. Esses esforços envolvem tarefas simples, como vestir roupas e tocar instrumentos, mas ele está progredindo.

REPRODUÇÃO/CARING BRIDGE

Em meio ao susto, a família recebeu uma resposta a todos esses momentos ruins por que estavam passando. Sammy e a sua mãe foram diagnosticados com uma doença genética rara que afeta o coração: taquicardia ventricular polimórfica catecolaminérgica (CPVT, na sigla em inglês).

Essa condição foi o motivo não só da parada cardíaca de Sammy, mas também da morte do irmão mais velho, Frankie, aos 16 anos. Ele estava passando por fortes convulsões, que desencadearam múltiplas lesões cerebrais. Até chegar o momento em que ele teve sua última convulsão.

O teste voltou, e meu marido foi liberado, mas meus dois filhos e eu temos uma mutação genética que aparentemente começou comigo. Eu nunca soube que tivesse isso”, diz Jennifer.

 

REPRODUÇÃO/CARING BRIDGE

Sammy passou por um procedimento para amenizar a doença e, agora, ele e sua mãe tomarão medicamentos pelo resto da vida para prevenir paradas cardíacas — embora Jennifer nunca tenha tido uma.

Os pais do jovem estão adaptando a casa às suas novas necessidades, enquanto lutam para que testes genéticos estejam disponíveis às famílias, logo após o nascimento do bebê, para prevenir diagnósticos tardios como os deles.

 

 

 

Fonte: R7

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