Os Estados Unidos voltaram a atacar o Irã durante a madrugada desta quinta-feira (9), atingindo dezenas de alvos militares no país. Em resposta, Teerã lançou ataques contra bases de aliados de Washington no Golfo Pérsico, elevando novamente a tensão no Oriente Médio.
Segundo autoridades americanas, os bombardeios tiveram como alvo sistemas de defesa antiaérea, instalações de vigilância costeira, depósitos de mísseis e drones no sul do Irã. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a ofensiva foi uma resposta aos ataques iranianos contra embarcações comerciais na região do Estreito de Ormuz e advertiu que novas retaliações poderão ocorrer caso os incidentes se repitam.
O governo iraniano informou que os novos ataques deixaram pelo menos 14 mortos e 78 feridos desde quarta-feira (8). As autoridades também acusaram Estados Unidos e Israel de atingirem pontes e estruturas civis que dão acesso à cidade de Mashhad, onde ocorre nesta quinta-feira o funeral do ex-líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei.
Reivindicação de ataques
Os Guardiões da Revolução afirmaram ter retaliado lançando mísseis e drones contra bases militares americanas localizadas no Kuwait e no Bahrein. O Exército iraniano também reivindicou ataques em instalações militares no Catar, país que atua como um dos mediadores das negociações entre Washington e Teerã.
As autoridades do Kuwait informaram ter interceptado os projéteis lançados contra seu território, enquanto o Bahrein acionou sirenes de alerta após explosões registradas nas proximidades de instalações militares. No Catar, moradores receberam avisos de segurança diante da elevação do nível de ameaça.
Os confrontos ocorrem poucos dias após o colapso do memorando de paz firmado em junho para encerrar a guerra entre os dois países. O presidente Donald Trump declarou que o acordo “acabou” depois da retomada das hostilidades e dos novos ataques registrados no Estreito de Ormuz.
O aumento das tensões voltou a impactar o mercado internacional. O barril do petróleo Brent registrou alta superior a 1%. Além disso, a negociação do produto está próximo de US$ 79, o que reflete a preocupação dos investidores com a segurança da principal rota mundial de transporte de petróleo e gás.
