24 de junho de 2026
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Governo dos EUA tenta barrar leilão de mais de 100 artefatos retirados dos destroços do Titanic

Reprodução

O governo dos Estados Unidos trava uma disputa judicial para impedir o leilão de mais de 100 artefatos recuperados dos destroços do Titanic. O naufrágio foi um dos mais famosos da história mundial. A ação envolve a RMS Titanic Inc., empresa que detém os direitos exclusivos de exploração dos remanescentes da embarcação afundada em 1912.

Segundo documentos judiciais obtidos pela Associated Press, os itens incluem pertences pessoais de passageiros, moedas, objetos de decoração, utensílios de cozinha e outros artefatos recuperados durante expedições realizadas ao longo das últimas décadas.

A contestação é conduzida pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA). O órgão é responsável por representar os interesses norte-americanos relacionados à preservação do local onde o navio afundou.

Governo alega violação de acordos

As autoridades norte-americanas argumentam que a venda dos objetos violaria compromissos firmados anteriormente pela RMS Titanic Inc. A empresa estabeleceu a preservação e exibição dos artefatos apenas em museus e exposições públicas.

De acordo com a NOAA, o sítio arqueológico do Titanic possui relevância histórica e memorial, uma vez que mais de 1.500 pessoas morreram no desastre ocorrido durante a viagem inaugural do navio entre a Europa e Nova York.

Por outro lado, os advogados da empresa afirmam que a proposta de leilão não infringe decisões judiciais nem acordos previamente firmados sobre a guarda dos itens resgatados.

Desde 1987, expedições autorizadas pela RMS Titanic Inc. recuperaram milhares de peças dos destroços localizados no fundo do Oceano Atlântico Norte. Entre os objetos resgatados estão malas, joias, louças, relógios, documentos e até partes da estrutura original do navio.

A empresa utiliza grande parte desse acervo em exposições itinerantes ao redor do mundo, atividade que se tornou uma importante fonte de receita para financiar novas expedições e projetos de preservação.

Ao longo dos anos, tentativas de comercialização desses artefatos enfrentaram resistência de autoridades, entidades de preservação histórica e familiares das vítimas do naufrágio.

Fascínio pelo Titanic

Apesar das restrições envolvendo itens retirados diretamente dos destroços, há permissão para o comércio legal de objetos relacionados ao Titanic.

O interesse por peças ligadas ao navio continua elevado mais de um século após a tragédia. Em abril deste ano, houve a venda de um colete salva-vidas utilizado por um passageiro por mais de US$ 900 mil. Já um relógio de bolso de ouro oferecido ao capitão do navio responsável pelo resgate dos sobreviventes alcançou quase US$ 2 milhões em um leilão realizado em 2024.

Especialistas apontam que a combinação entre raridade, valor histórico e o fascínio mundial pela história do Titanic contribui para que objetos alcancem cifras milionárias.

O caso segue em análise na Justiça norte-americana. Portanto, ela decidirá se os artefatos poderão ser leiloados ou se permanecerão sob as restrições de preservação já estabelecidas anteriormente.

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