O nome de Alexandrino Almeida Santos Filho voltou ao centro das investigações após uma sequência de episódios violentos que começaram ainda em 2023. Na véspera do Natal daquele ano, ele perseguiu a própria filha e efetuou diversos disparos contra o carro onde ela estava com familiares, em um estacionamento de supermercado no Amazonas. O caso teve como motivação conflitos familiares ligados à guarda de um menor.
Posteriormente, em maio de 2024, a Polícia Civil prendeu Alexandrino pelo atentado, mas a Justiça o colocou em liberdade. Desde então, voltou a apresentar comportamento agressivo, com registros de violência contra a ex-companheira, Adriana Silva Martins, que passou a contar com medida protetiva judicial para garantir sua segurança.
No entanto, no dia 31 de março de 2026, a sensação de proteção acabou. Enquanto trabalhava em um estande no Expo Center Norte, na zona norte de São Paulo, o ex-companheiro surpreendeu Adriana. Ele ignorou a determinação judicial de manter distância mínima de 500 metros e se posicionou a menos de dois metros da vítima, permanecendo no local por cerca de 30 minutos.
Diante da situação, Adriana acionou discretamente o botão do pânico instalado em seu celular, mecanismo que enviou um alerta de emergência com geolocalização. Além disso, ela entrou em contato com sua advogada para reforçar o pedido de proteção e registrar o descumprimento da medida.
Por fim, após a confirmação da violação e do risco iminente, o Tribunal de Justiça do Amazonas expediu, no dia 10 de abril de 2026, um novo mandado de prisão preventiva contra Alexandrino. Desde então, ele é considerado foragido, e a Polícia Civil do Amazonas orienta que qualquer informação sobre seu paradeiro seja repassada pelos canais 190 ou 181, de forma anônima.
