31 de outubro de 2026
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Exame DNA-HPV pelo SUS identifica 9,9 mil casos de HPV de alto risco

Exame molecular oferecido pelo SUS já identificou 9.904 casos de HPV de alto risco e permite antecipar o diagnóstico do câncer do colo do útero.

João Risi/MS

Desde o início da oferta do exame molecular de rastreamento do HPV pelo Sistema Único de Saúde (SUS), os laboratórios já identificaram 9.904 resultados positivos para HPV de alto risco. Esse dado merece atenção, pois esse tipo de vírus está associado ao desenvolvimento do câncer do colo do útero.

Além disso, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda o exame DNA-HPV desde 2013. No Brasil, o SUS começou a adotar o método molecular neste ano, em substituição gradual ao tradicional teste Papanicolau.

Uma das principais vantagens dessa tecnologia está na capacidade de identificar o vírus antes mesmo do surgimento de lesões pré-cancerígenas. Com isso, os profissionais de saúde conseguem antecipar o diagnóstico e ampliar as possibilidades de prevenção do câncer.

Nesse sentido, uma pesquisa do Centro de Atenção à Saúde Integral da Mulher da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) comprovou os benefícios dessa estratégia. O estudo acompanhou mulheres atendidas por um programa de rastreamento em Indaiatuba, no interior de São Paulo.

De acordo com os resultados, o exame DNA-HPV permitiu identificar o câncer do colo do útero cerca de dez anos antes, em comparação com o método tradicional.

Enquanto isso, o teste Papanicolau apresenta idade média de rastreamento de 49,3 anos. Por outro lado, com o exame molecular, essa média cai para 39,6 anos.

Atualmente, 26 estados brasileiros já adotaram o novo protocolo. No entanto, o Espírito Santo ainda não realizou a substituição. Segundo o Ministério da Saúde (MS), o estado deverá receber os novos testes até o fim deste ano.

Previsão de novos casos preocupa autoridades

Além dos avanços no diagnóstico, os números projetados pelo Instituto Nacional de Câncer (Inca) reforçam a importância da prevenção. Segundo o órgão, o Brasil poderá registrar aproximadamente 19,3 mil novos casos de câncer do colo do útero por ano até 2028.

Atualmente, a doença ocupa a terceira posição entre os tipos de câncer mais comuns entre as mulheres brasileiras. Apesar desse cenário, o diagnóstico precoce aumenta significativamente as chances de recuperação.

De acordo com estimativas, quando os médicos identificam o tumor nos estágios iniciais, as chances de cura podem ultrapassar 95%. Portanto, a ampliação do exame DNA-HPV pelo SUS representa um avanço importante na prevenção e no combate à doença.

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