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3 de abril de 2025
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‘Exposição’ e falta de cuidados com os brasileiros marcou diferença nas deportações feitas por Biden e Trump

Andrei Passos falou sobre deportações de brasileiros nos Estados Unidos durante programa Roda Viva

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Passos Rodrigues, afirmou em entrevista ao Roda Viva, na TV Cultura, que a diferença das reações do governo Lula (PT) com relação às deportações feitas por Joe Biden, ex-presidente dos Estados Unidos, e Donald Trump, atual chefe de Estado, ocorre devido à exposição e falta de cuidado com os brasileiros.

“A grande diferença para quem acompanha esses dois períodos, esses dois anos da minha gestão na Polícia Federal, é que em nenhum momento houve essa exposição, essa falta de atenção, de cuidado com os brasileiros que aqui chegaram”, apontou Passos na noite desta segunda-feira, 27.Fashion trends

No último sábado, 88 brasileiros foram repatriados dos Estados Unidos e desembarcaram em Manaus (AM), o que provocou protestos formais do governo brasileiro contra o uso de algemas e correntes, considerado um tratamento desumano.

A prática de manter os deportados acorrentados já havia ocorrido em outros voos fretados pelo governo norte-americano, mas, no ato do desembarque em território brasileiro, as restrições eram retiradas. No entanto, neste caso específico, os brasileiros permaneceram algemados durante todo o processo, incluindo a chegada em Manaus (AM), o que motivou o governo brasileiro a emitir uma nota oficial.

Segundo o diretor da PF, há três eixos para se analisar: a dignidade daquelas pessoas, que não são presidiários e estavam chegando ao Brasil; a soberania nacional para aplicar aqui no país as regras definidas pelas instituições brasileiras; e a segurança do voo e das pessoas que estavam nele.

Passos afirma que o ministro da segurança, Ricardo Lewandowski, e o presidente Lula determinaram que as algemas fossem retiradas, e acolhidas, com alimentação adequada, água e sanitários para que pudessem fazer sua higiene pessoal e ter o mínimo de conforto, além do fretamento de um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) conduzi-los até Belo Horizonte (MG).

Segundo o diretor da PF, há três eixos para se analisar: a dignidade daquelas pessoas, que não são presidiários e estavam chegando ao Brasil; a soberania nacional para aplicar aqui no país as regras definidas pelas instituições brasileiras; e a segurança do voo e das pessoas que estavam nele.

Passos afirma que o ministro da segurança, Ricardo Lewandowski, e o presidente Lula determinaram que as algemas fossem retiradas, e acolhidas, com alimentação adequada, água e sanitários para que pudessem fazer sua higiene pessoal e ter o mínimo de conforto, além do fretamento de um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) conduzi-los até Belo Horizonte (MG).

Passos ainda esclareceu que há também a soberania do piloto que está conduzindo o voo. Ele determina se os tripulantes serão algemados ou não para ter segurança durante o trajeto.

“O grande foco aqui é a segurança do voo. […] Não há justificativa para que pessoas que não são presidiários, que não oferecem risco nenhum e estão no seu próprio país estarem acorrentadas e estarem ali subjugadas e maltratadas. A nossa postura foi de acolhimento. O grande diferencial de outros episódios é de que, em nenhum deles, os brasileiros desceram em solo nacional algemados e acorrentados”, reforçou.

Com informações do Terra****

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