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14 de julho de 2026
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Falsa biomédica cobrava R$ 3 mil por cirurgia e usava produtos proibidos em Manaus

Manaus/AM – Hozana Carneiro Ximenes presa na manhã desta quinta-feira (10), acusada de mutilar vários pacientes que se submeteram a cirurgia plásticas, não só exercia a profissão de forma ilegal como também usava produtos proibidos por lei.

O delegado Gerson Aguiar, responsável pela prisão de Hozana, contou que a mulher atraia as vítimas pelo preço dos procedimentos que eram muito abaixo do praticados no mercado.

Por exemplo, em uma cirurgia que custa em média R$ 15 mil, ela cobrava R$ 3 mil: “O  valor era o que mais chamava a atenção das mulheres. Um procedimento clínico que custa no mercado R$ 15 mil, ela cobrava R$ 3 mil. Inclusive nós ouvimos donos de clínicas e eles dizem que não conseguiam entender como ela cobrava tão barato. Era porque usava produtos tóxicos nas pessoas, produtos que hoje não pode e que é muito barato”, explica o delegado.

Além disso, a falsa médica administrava anestesia nos pacientes e alguns deles chegaram a parar na UTI por conta disso. Outros tiveram a mama e outras partes do corpo mutilados devido aos procedimentos e produtos usados.

“Nada vai reparar o que essas vítimas passaram com a mutilação do seu corpo, da sua mama e dos pacientes que praticamente foram para a UTI com problemas porque ela aplicava a anestesia e ela não é anestesista”.

Sobre a situação das clínicas envolvidas, Gerson diz que o produto e a cirurgia era de inteira responsabilidade de Hozana e que tanto os pacientes lesados e os proprietários das clínicas confirmam isso. Mesmo assim, as informações devem ser apuradas e se houver qualquer irregularidade, elas também serão penalizadas.

Todas as vítimas já entraram com processo por danos morais e outras qualificações e aguardam a decisão da Justiça. Hozana continua afirmando que é biomédica e que não fez uso de produtos ilegais durante os procedimentos.

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