A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) informou que o Conselho Regional de Biomedicina confirmou que Hozana Carneiro Ximenes, de 35 anos, não possui registro profissional como biomédica. Portanto, a entidade declaro que ela não possui habilitação para exercer o ofício. Apesar disso, ao ser presa pela segunda vez em Manaus, a mulher afirmou que é alvo de uma “injustiça”.
Durante a saída da clínica, localizada no bairro Flores, zona centro-sul da capital, Hozana negou qualquer irregularidade e alegou possuir toda a documentação necessária para atuar.
“Eu tenho toda a formação, toda a documentação, e o tempo todo é essa injustiça. Quando não é do jeito delas, ficam fazendo denúncia. Essa clínica é minha, está registrada, tenho toda a documentação dela e mais uma vez está acontecendo isso”, declarou.
Segundo a investigação, Hozana é formada em Matemática e já atuou como professora da rede estadual de ensino. Conforme a Polícia Civil, ela se apresentava como biomédica e também utilizava o título de “delegada do Conselho de Estética”. Todavia, Hozana não possui habilitação para exercer essas funções.
Na operação, policiais cumpriram mandados de prisão e de busca e apreensão, recolheram equipamentos utilizados em procedimentos estéticos e interditaram a clínica.
De acordo com o delegado Mauro Duarte, a Polícia Civil prendeu Hozana em 2022 após uma cliente sofrer deformidades no nariz durante um procedimento estético. Desse modo, a Justiça do Amazonas a falsa biomédica a sete anos de prisão e ela seguiu o cumprimento de medidas cautelares com o uso de tornozeleira eletrônica.
Agora, além de responder novamente por exercício ilegal da profissão, a investigada também deverá enfrentar novas acusações relacionadas às denúncias de lesões corporais apresentadas por clientes. Em sua defesa, ela sustenta que é inocente e afirma que as denúncias baseiam-se numa suposta disputa societária.
