O maior espetáculo cultural da Amazônia começa nesta sexta-feira (26) com a abertura do 59º Festival Folclórico de Parintins. Durante três noites, os bois-bumbás Caprichoso e Garantido se enfrentam na arena do Bumbódromo em uma disputa marcada por alegorias monumentais, música, dança e celebração da cultura amazônica.
Cada agremiação apresentará um espetáculo diferente a cada noite, defendendo seus temas diante da comissão julgadora, que avaliará 21 quesitos para definir o campeão da edição de 2026.
Caprichoso abre disputa com exaltação às raízes amazônicas
Representando as cores azul e branco, o Boi Caprichoso leva à arena o tema “Brinquedo que Canta seu Chão”, valorizando a história do boi, sua ligação com Parintins e a preservação das tradições populares.
A apresentação de estreia resgata a origem da agremiação, nascida da promessa da família Cid, e reforça mensagens de valorização da cultura amazônica, dos povos indígenas, das comunidades ribeirinhas, da população negra e dos povos tradicionais, além da defesa da floresta.
Garantido aposta na ancestralidade e no encantamento
Pelo lado vermelho e branco, o Garantido apresenta “Parintins – Portal do Encantamento”, espetáculo inspirado na espiritualidade, na ancestralidade e na riqueza da natureza amazônica.
O boi utiliza a simbologia de um portal para representar a união entre diferentes povos e destacar a convivência harmoniosa entre culturas, reforçando a conexão entre o ser humano e a floresta por meio de alegorias, músicas e encenações.
Três noites de emoção no Bumbódromo
As apresentações acontecem ao longo de três noites consecutivas. Cada boi terá entre duas horas e duas horas e meia para defender seu projeto artístico diante dos jurados.
Ao fim da terceira noite, será realizada a apuração oficial, que definirá o campeão do Festival de Parintins 2026 com base na soma das notas atribuídas aos quesitos individuais, artísticos, musicais e coletivos.
Considerado um dos maiores eventos culturais do Brasil, o Festival de Parintins reúne milhares de torcedores e visitantes todos os anos, transformando a ilha em um grande palco da cultura, da tradição e da identidade amazônica.
