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5 de outubro de 2026
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Foguete sul-coreano será lançado da Base de Alcântara no segundo semestre de 2026

Foto: Divulgação/Innospace

A empresa sul-coreana InnoSpace anunciou que realizará, no segundo semestre de 2026, o lançamento do foguete suborbital SEBIT a partir da Base de Alcântara, no Maranhão. Se a missão ocorrer conforme o planejado, será o segundo lançamento comercial de um foguete realizado em território brasileiro.

O primeiro foi o Hanbit-Nano, também desenvolvido pela InnoSpace, lançado em 23 de dezembro de 2025. Na ocasião, o veículo sofreu uma falha cerca de 33 segundos após a decolagem e decidiram destruí-lo.  Apesar da perda do foguete, felizmente não houve feridos.

Segundo a empresa, o voo do SEBIT servirá para avaliar o desempenho e a estabilidade operacional do veículo. Além disso, ele validará tecnologias embarcadas para futuras missões comerciais.

Projetado para voos suborbitais, o desenvolvimento do SEBIT ocorreu para testes de cargas úteis, pesquisas científicas, demonstrações tecnológicas e experimentos em ambientes de microgravidade, sem atingir a órbita terrestre.

O foguete é equipado com um motor híbrido de três toneladas de empuxo e um sistema integrado de telemetria. Ele é responsável por transmitir informações em tempo real sobre o voo e o funcionamento da carga útil.

De acordo com o CEO da InnoSpace, Kim Su-jong, o projeto busca atender à crescente demanda por missões voltadas à pesquisa em áreas como biotecnologia, medicina, novos materiais e sistemas de navegação e controle. A empresa também pretende utilizar os dados obtidos no lançamento para ampliar a confiabilidade do veículo e oferecer serviços comerciais de testes suborbitais a instituições de pesquisa e empresas de diversos países.

Falha do Hanbit-Nano

Em junho deste ano, o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) concluiu a investigação sobre o acidente envolvendo o Hanbit-Nano.

O relatório apontou que o foguete apresentou funcionamento normal nos primeiros segundos de voo, mas sofreu um vazamento de gases de combustão na câmara do motor do primeiro estágio. Isso provocou a ruptura da estrutura e a perda do veículo.

Segundo o Cenipa, a falha ocasionou-se devido a problemas de vedação identificados após a remontagem de componentes durante a preparação para o lançamento. Consequentemente, o acidente destruiu o foguete, mas os danos ficaram restritos à área de segurança da operação e não houve vítimas.

A investigação marcou a primeira ocorrência espacial analisada pelo Cenipa desde a criação do Sistema de Investigação e Prevenção de Acidentes em Atividades Espaciais (Sipae).

 

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