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11 de setembro de 2026
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Folha de S.Paulo defende renúncia de Alexandre de Moraes ao STF

FOTO: Rosinei Coutinho/STF 17.12.2025

Em editorial publicado nesta terça-feira (1º), a Folha de S.Paulo defendeu a renúncia do ministro Alexandre de Moraes ao cargo no Supremo Tribunal Federal (STF) diante das novas revelações envolvendo sua relação com Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master.

Intitulado “A Moraes cabe a renúncia”, o editorial afirma que as informações reunidas pela Polícia Federal (PF) teriam eliminado, na avaliação do jornal, as dúvidas sobre a incompatibilidade do ministro com a Corte. Caso Moraes não deixe o cargo voluntariamente, a publicação defende que o Senado analise os pedidos de impeachment apresentados contra ele.

Relação com Vorcaro

A posição da Folha ocorre após uma série de informações sobre a relação entre Moraes, sua família e Vorcaro. Entre os pontos citados está um contrato de R$ 131 milhões entre o Banco Master e o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro.

Dados obtidos pela PF no celular de Vorcaro indicam que Moraes teria acessado e editado uma versão do contrato em janeiro de 2024. O escritório confirmou que o ministro teve acesso ao documento, mas afirmou que isso ocorreu para verificar, junto ao setor de compliance, a existência de possíveis impedimentos legais.

As investigações também encontraram mensagens entre Vorcaro e Moraes antes da prisão do banqueiro, em novembro de 2025. Em uma delas, Vorcaro afirma possuir uma grande dívida pessoal com o ministro e sua família. Em outras conversas, teria solicitado ajuda diante de possíveis medidas contra o Banco Master.

Encontros e contatos

A PF também identificou mensagens que apontam para encontros entre Vorcaro e Moraes. Um deles aconteceu em dezembro de 2023, no endereço do ministro em São Paulo. Outros registros mencionariam novo encontro e uma viagem a Campos do Jordão.

Para a Folha, o conjunto das revelações elevou o nível de preocupação em relação à permanência de Moraes no STF. O jornal avalia que a combinação entre o contrato milionário e as comunicações com Vorcaro compromete a imagem do ministro e da própria Corte.

O editorial sustenta, em resumo, que a permanência de Moraes no cargo passou a representar um problema institucional para o Supremo. Portanto, sua saída voluntária seria a maneira mais rápida de evitar um desgaste ainda maior.

Críticas à PGR

A publicação também criticou a postura da Procuradoria-Geral da República (PGR) diante das informações levantadas pela PF. O jornal questionou a atuação do procurador-geral Paulo Gonet, que colocou em dúvida a validade de parte do material produzido pela investigação.

A Folha também citou a participação de Gonet e do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, em uma degustação de uísque promovida por Vorcaro em Londres, em 2024.

Ao final, o editorial afirma que a questão ultrapassou a conduta individual de Alexandre de Moraes e passou a atingir a credibilidade do STF. Na avaliação do jornal, se o ministro não renunciar, caberia ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), dar andamento aos pedidos de impeachment já apresentados.

 

 

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