Manaus voltou a registrar forte concentração de fumaça nesta quinta-feira (17). Dados do aplicativo Selva (Serviço Eletrônico de Vigilância Ambiental), da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), indicaram qualidade do ar classificada como muito ruim em alguns pontos.
O novo episódio ocorre após outros registros de alta concentração de fumaça ao longo de setembro. No dia 10, o sistema da UEA apontou o pior índice de qualidade do ar registrado em Manaus em 2026 até aquele momento.
Fumaça retorna poucos dias após novo alerta
Outro episódio ocorreu no dia 13, quando os sensores do Selva indicaram nível péssimo durante a madrugada em bairros como Morro da Liberdade, Aparecida e Cachoeirinha. As condições apresentaram melhora durante a manhã.
A recorrência dos episódios voltou a chamar atenção para as condições atmosféricas da capital amazonense.
Manaus já enfrentou períodos críticos
A presença intensa de fumaça não é novidade em Manaus. Em setembro de 2023, a capital também registrou dias de baixa qualidade do ar provocada pela fumaça de queimadas. No dia 28 daquele mês, o Selva apontou nível péssimo nas zonas Sul e Oeste.
Naquele período, a fumaça provocou impactos na rotina da população e chegou a prejudicar atividades comerciais.
Ventos podem transportar fumaça de outras regiões
Em um episódio registrado no início deste mês, a Defesa Civil de Manaus informou que a fumaça que atingiu a capital estava associada a queimadas no sul do Amazonas, norte de Mato Grosso e Rondônia. Segundo o órgão, os ventos em baixos níveis da atmosfera contribuíram para o deslocamento da fumaça até a cidade.
Durante períodos de maior concentração, é recomendável evitar exposição prolongada, principalmente em locais abertos. Além disso, é necessário reduzir atividades físicas intensas ao ar livre e acompanhar os índices de qualidade do ar.
