O Boi Garantido encerrou a segunda noite do 59º Festival Folclórico de Parintins, neste sábado (27). Houve um espetáculo marcado pela grandiosidade cênica, ancestralidade e valorização da diversidade dos povos amazônicos. Intitulada “Parintins: Portal da Diversidade”, a apresentação levou o público a uma viagem pela riqueza cultural, espiritual e histórica da Amazônia. Assim, o Garantido reforçou a identidade do boi vermelho e branco na disputa pelo título de 2026.
Antes da entrada na arena, o diretor de arena e da Comissão de Arte, Telo Pinto, destacou que o espetáculo foi cuidadosamente preparado para apresentar um retrato da pluralidade cultural de Parintins. Segundo ele, a noite reuniria lendas, figuras típicas e rituais indígenas. Desse modo, aconteceu uma narrativa técnica e emocionante que reafirmou a confiança da agremiação na conquista do campeonato.
Na parte musical, o diretor Alder Oliveira ressaltou que o tema escolhido representa a essência da ilha, construída pela convivência entre diferentes povos e tradições. Conforme explicou, a Batucada, os intérpretes David Assayag e Israel Paulain e toda a equipe musical prepararam um repertório capaz de fortalecer a narrativa e envolver a torcida do início ao fim da apresentação.
A cunhã-poranga Isabelle Nogueira também demonstrou entusiasmo antes de entrar na arena. Ela afirmou que a segunda noite possuía uma identidade própria e destacou a importância de representar a ancestralidade dos povos originários por meio da lenda Kamara, considerada símbolo da força espiritual da floresta.
Logo na abertura, a Celebração Temática “Parintins: Portal da Diversidade” apresentou Parintins como um território onde humanidade, natureza e espiritualidade convivem em harmonia. Em seguida, a lenda amazônica Kamara conduziu o público à cosmologia do povo Kamarayana, exaltando a onça ancestral como elemento sagrado de criação e conexão entre os seres humanos e os encantados.
Posteriormente, a Figura Típica Regional “Coletores da Amazônia: O Povo do Jamaxi” homenageou homens e mulheres que vivem do extrativismo. Isso valorizou conhecimentos tradicionais transmitidos ao longo de gerações e a relação de respeito com a floresta.
Outro dos momentos mais marcantes da noite foi a coreografia “Quilombo da Baixa”, realizada com a participação do Balé Folclórico da Bahia. A apresentação celebrou as raízes afro-indígenas de Parintins, homenageando o Quilombo Baixa da Xanda e reforçando a contribuição dos povos negros para a formação cultural da Amazônia.
Por fim, o Ritual Hexkaryana encerrou o espetáculo com forte carga simbólica e visual. Alegorias monumentais, efeitos especiais, sincronismo coreográfico e a evolução dos itens oficiais transformaram o Bumbódromo em um grande palco de celebração da ancestralidade amazônica. Portanto, a atuação emocionou a torcida vermelha e branca e fortalecendo a caminhada do Garantido rumo ao título do 59º Festival Folclórico de Parintins.
